SP: praias perto da capital têm piores condições de balneabilidade

# Praias Próximas a São Paulo Enfrentam Graves Problemas de Contaminação

As cidades litorâneas de São Vicente, Santos e Praia Grande, as mais próximas da capital paulista, concentram a maior parte das praias em condições impróprias para banhos de mar, segundo o boletim de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A Baixada Santista tem 15 praias impróprias, enquanto outras nove praias do estado, todas localizadas no Litoral Norte, também não são recomendadas para o banho de mar.

Em São Vicente, três das seis praias do município estão impróprias. Em Santos, há quatro de sete praias sem condições de balneabilidade. Na Praia Grande, cinco das 12 praias são consideradas impróprias. O Guarujá tem duas de sete praias que inspiram cuidados, enquanto Itanhaém apresenta apenas uma praia imprópria para banho, de um total de 12. No Litoral Norte, há uma praia imprópria em São Sebastião, duas em Caraguatatuba, três em Ilhabela e três em Ubatuba, entre as 105 praias monitoradas na região.

Apesar desses números preocupantes, no boletim mais recente do órgão, 151 praias do estado são classificadas como próprias para banho, o que representa cerca de 86% das praias monitoradas no litoral paulista. A situação que se repete por décadas tem como origem a falta de condições sanitárias ideais, assim como de estrutura para lidar com o aumento de emissões de esgoto durante o período de férias, quando as regiões recebem centenas de milhares de turistas.

“A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população e apoiar a gestão pública”, explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb.

As medições da Cetesb têm como foco a presença de Enterococos, tipo de bactéria que serve como marcador de presença de esgoto na água. Os Enterococos são bactérias comuns, presentes no trato gastrointestinal humano e de diversos animais domésticos ou de criação. A presença alta de colônias deste tipo de bactéria aumenta o risco de doenças de pele, diarreias e outras infecções.

Os critérios da companhia determinam que uma praia está imprópria quando duas ou mais amostras de água das últimas cinco semanas superam 100 colônias de Enterococos por 100 mililitros, ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml. A coleta é realizada semanalmente em pontos predeterminados a cerca de um metro de profundidade, para garantir padronização e confiabilidade dos dados.

A Cetesb recomenda evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas após chuvas fortes, mesmo em praias classificadas como próprias. Canais, rios e córregos que deságuam na praia também devem ser evitados, pois podem receber esgoto irregular. Segundo a secretaria de saúde, águas contaminadas podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários causadores de doenças. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são as mais suscetíveis a desenvolver doenças ou infecções após esse contato com águas contaminadas.

Fonte: Agência Brasil – Matéria Original (Clique para ler)

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