Mulheres fazem greve de fome por libertação de presos políticos na Venezuela

Um grupo de mulheres familiares de presos políticos venezuelanos completou 96 horas em greve de fome nos arredores de uma unidade policial em Caracas, exigindo a libertação dos detidos.

Das dez mulheres que iniciaram a greve de fome às 6h de sábado, uma desmaiou na segunda-feira e foi levada para um hospital de táxi devido à falta de ambulâncias disponíveis, informou o ativista Diego Casanova, membro da ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.

Na rede social X, a ONG alertou que a indiferença e a falta de respostas do Estado continuam a colocar em grave risco a vida e a integridade destas mulheres e dos presos políticos que também mantêm a greve de fome dentro da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, conhecida como Zona 7.

Este grupo de detidos iniciou a greve na sexta-feira e já estão há mais de 120 horas nesta medida extrema de protesto, divulgou a ONG que, na segunda-feira, denunciou que os policiais impediram a entrada de soro para os presos sem darem qualquer explicação.

No local, há um pequeno quadro com informações sobre a greve das mulheres, como o tempo decorrido, e uma faixa grande onde se lê ‘Liberdade para todos’.

As manifestantes, com idades entre os 23 e 46 anos, permanecem deitadas sobre colchões.

A ONG explicou que a greve está sendo realizada por causa do descumprimento do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que em 6 de fevereiro prometeu a libertação de ‘todos’ assim que a lei de anistia fosse aprovada, algo que estimou que ocorreria o mais tardar na sexta-feira.

No sábado, 17 detidos foram libertados na Zona 7, informou o presidente do parlamento.

O processo de libertação e a discussão sobre uma anistia ocorrem em um novo momento político anunciado pela presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo depois que os Estados Unidos sequestraram o presidente Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas, em janeiro.

Fonte: Agência Brasil

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