Chefe da polícia de Nova York defende uso de dados em visita ao Rio

Durante uma visita ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, o chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, destacou a importância do monitoramento remoto e da ciência de dados para enfrentar questões de segurança pública. A prefeitura do Rio vê a cidade americana como um modelo para a nova Força Municipal, divisão de elite armada da Guarda Municipal, que deve começar a atuar em março.

LiPetri visitou a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio) e trocou experiências com o prefeito Eduardo Paes. Ele explicou que, em Nova York, cientistas de dados trabalham em conjunto com a polícia para mapear a cidade e prever crimes, o que resultou no ano mais seguro da história da cidade.

A prefeitura do Rio se inspira no CompStat, ferramenta de gestão estratégica baseada em dados criada nos anos 1990. O novo Sistema de Segurança Municipal (SSM) planeja monitorar 22 áreas prioritárias, com foco na análise de dados, alocação precisa do efetivo e prevenção.

O secretário de Segurança Urbana do Rio, Breno Carnevale, afirmou que a Força Municipal se concentrará no combate a furtos e roubos, complementando as ações da Polícia Civil e Militar. Os agentes usarão câmeras corporais e GPS, sendo monitorados em tempo real.

Carnevale destacou que os agentes passaram por mais de 500 horas de treinamento, incluindo teoria, prática e uso de câmeras corporais, para garantir que estejam bem capacitados. Uma preocupação é a integração entre as forças de segurança municipais e estaduais, mas o prefeito assegura que a colaboração já está em andamento.

Desde a proposta de criação da Força Municipal, o novo modelo de segurança enfrentou críticas. As vereadoras Mônica Cunha e Maíra do MST argumentam que a presença de uma nova força armada pode aumentar a insegurança, especialmente para grupos sociais vulneráveis.

Fonte: Agência Brasil

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