A prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, afirmou que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e destacou a necessidade de intervenções para evitar novas tragédias. As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23) resultaram em 64 mortes: 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Margarida relatou que uma casa considerada mansão desmoronou em uma encosta, resultando na morte de uma pessoa. Ela enfatizou a dificuldade de convencer moradores a deixarem suas casas, muitas vezes fruto de uma vida inteira de trabalho.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que os temporais refletem a negligência com as mudanças climáticas. Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita a região afetada e se reúne com lideranças locais na prefeitura de Juiz de Fora.
A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública nos três municípios afetados e o governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para atendimento e reconstrução. Moradores poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitado a R$ 6.220.
Mais de 500 pessoas estão em abrigos e cerca de 5 mil estão desalojadas, muitas em casa de parentes. Aqueles que não puderem retornar para suas casas serão incluídos no programa de moradia da prefeitura, inicialmente com aluguel social.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas na Zona da Mata, com previsão de chuvas e ventos intensos, além de riscos de alagamentos e descargas elétricas.
