O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado em um ataque militar dos Estados Unidos e Israel contra o país. A informação foi confirmada pela mídia oficial iraniana na noite de sábado, no horário de Brasília, já madrugada em Teerã.
Nas primeiras horas do dia, milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades iranianas para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte. Imagens aéreas dos veículos estatais iranianos mostram a mobilização popular. Foram decretados 40 dias de luto pela morte do líder.
Neste domingo, foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. O colegiado é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, conforme informou o jornal estatal Terah Times.
Além desses, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado para representar o Conselho dos Guardiões no colegiado, órgão que era chefiado por Ali Khamenei, segundo a agência iraniana Isna News. O aiatolá Arafi não é o novo líder supremo, que ainda precisa ser eleito pela Assembleia dos Especialistas. O Conselho de Liderança interina assume as funções de Khamenei até a escolha do novo líder.
A residência de Khamenei, que estava no cargo há 36 anos, teria sido bombardeada durante o ataque, resultando também na morte de membros de sua família, incluindo a filha, o genro, a nora e o neto, de acordo com o jornal Tehral Times.
As autoridades iranianas também relataram o assassinato de outras importantes lideranças do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.
Em nota, as Forças Armadas do Irã advertiram que farão com que os EUA e Israel se arrependam. Os chefes do Estado-Maior Conjunto do Irã afirmaram que continuarão o caminho de Khamenei até a rendição dos inimigos.
