Tensão aumenta no Oriente Médio após morte do aiatolá Ali Khamenei

Após a confirmação do assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, as autoridades iranianas prometeram retaliações significativas, incluindo ataques a bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e a Israel.

Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou usar uma força ‘nunca antes vista’ caso o Irã intensifique seus ataques. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instou o povo iraniano a protestar para derrubar o regime dos aiatolás.

O Irã anunciou a formação de um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha de um novo líder supremo. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que os EUA e Israel não conseguirão ‘dobrar a nação iraniana’, enfatizando a continuidade do país após a morte de Khamenei.

Autoridades iranianas confirmaram o lançamento de mísseis contra alvos nos EUA e em Israel, causando danos. Trump, no entanto, advertiu que qualquer nova retaliação iraniana seria respondida com força sem precedentes.

Netanyahu, por sua vez, pediu ao povo iraniano que saísse às ruas para ‘derrubar o regime de terror’. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã alertou que as agressões de Israel e dos EUA representam um risco global, violando o direito internacional.

O contexto das tensões inclui negociações sobre o programa nuclear iraniano, que os EUA abandonaram em 2018 sob o governo Trump. Israel e os EUA acusam o Irã de buscar armas nucleares, enquanto Teerã afirma que seu programa tem fins pacíficos e se dispõe a inspeções internacionais.

Israel, por outro lado, nunca permitiu inspeções em seu próprio programa nuclear, apesar das acusações de possuir armas atômicas. Recentemente, o chanceler de Omã, mediador das negociações, afirmou que o Irã estaria próximo de um acordo para não manter urânio enriquecido, uma decisão inédita.

Fonte: Agência Brasil

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