Conflito no Líbano: brasileiros relatam impactos da guerra entre Israel e Hezbollah

Milhares de pessoas enfrentam chuva e frio intenso nas ruas e estradas de cidades libanesas, cenário da guerra entre Israel e o grupo político-militar Hezbollah. Em menos de três semanas, o conflito esvaziou o sul do Líbano, desalojando mais de 1 milhão de pessoas, resultando em mil mortos e 2,5 mil feridos.

O Líbano abriga a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio, com 22 mil residentes em 2023, conforme dados do Ministério das Relações Exteriores. Hussein Melhem, libanês naturalizado brasileiro, mora em Tiro, no sul do Líbano, onde os combates são intensos. Ele deixou a cidade após ser acordado por bombardeios.

Melhem descreve a situação como desesperadora, com altos custos de aluguel e sua casa bombardeada. Ele possui uma padaria em Tiro, mas não pode retornar devido à destruição. As ruas estão cheias de famílias desabrigadas, forçadas a viver em condições precárias.

Outro brasileiro-libanês, Aly Bawab, viajou ao Líbano para visitar a família e agora está em Beirute, onde os bombardeios são constantes. Ele relata o medo e a dificuldade de manter a calma diante da situação, especialmente para proteger seus filhos.

A guerra se intensificou após o Hezbollah retomar ataques contra Israel, em retaliação aos bombardeios israelenses e ao assassinato do líder iraniano Ali Khamenei. Israel intensificou suas ações no Líbano, alegando ter atingido 2 mil alvos e matado 570 membros do Hezbollah.

O Hezbollah, por sua vez, continua a realizar ataques contra Israel. O conflito, que remonta à década de 1980, tem suas raízes na resistência à ocupação israelense no Líbano e continua a impactar profundamente a região.

Fonte: Agência Brasil

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