A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (23) a parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio sobe para R$ 683,75. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 18,73 milhões de famílias neste mês, com um gasto de R$ 12,77 bilhões.
Além do benefício mínimo, são pagos três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que oferece seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança; um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes; R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos; e R$ 150 para cada criança de até 6 anos. No modelo tradicional, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês, e os beneficiários podem consultar informações sobre datas e valores no aplicativo Caixa Tem.
Os beneficiários de 171 cidades em nove estados receberam o pagamento no último dia 18, independentemente do NIS. Essa medida favoreceu moradores de 126 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca, e de cidades em Minas Gerais impactadas por enchentes. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Essas localidades enfrentam chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que reestabeleceu o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais que não podem exercer a atividade durante a piracema.
Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para essas famílias é de R$ 368,97. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção será reduzido de dois para um ano, mas a mudança só afetará famílias que entrarem na transição a partir de junho de 2025.
