Fotos: Julio Marinho
O Desafio Monhang chegou ao fim nesta sexta-feira (8), na Aldeia São Miguel, em Baía da Traição, reunindo cerca de 40 estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma imersão voltada à criação de soluções inovadoras para os territórios indígenas. Realizada dentro do evento Acampamento Inclusivo, pela Secretaria do Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, a ação teve como tema “Cuidar da Nossa Terra, Valorizar Nossa Cultura”.
Durante três dias de atividades, os participantes desenvolveram propostas ligadas à bioeconomia, preservação cultural, turismo consciente, educação e sustentabilidade, unindo tecnologia e saberes ancestrais das aldeias. Os estudantes se dividiram entre 3 a 5 pessoas e as equipes se formaram no início da dinâmica, com colegas das mesmas escolas.
Entre os projetos apresentados, estudantes desenvolveram aplicativos, jogos educativos e propostas voltadas à valorização da cultura indígena e ao fortalecimento da economia local.
A estudante Laura Lavinia, de 14 anos, da Escola Antônio Azevedo, participou de uma equipe que criou uma proposta de aplicativo para auxiliar na precificação justa dos produtos produzidos pela comunidade indígena. “Vários turistas querem colocar preços no trabalho do pessoal daqui. Com o aplicativo, eles já conseguiriam visualizar o valor correto dos produtos”, explicou.
Outro participante, Manoel Jacinto, também de 14 anos e estudante da Escola Municipal Antônio Azevedo, contou que a equipe escolheu trabalhar a problemática da monocultura da cana-de-açúcar e desenvolveu um jogo educativo voltado para crianças e jovens. “É gratificante poder mostrar a importância da nossa terra, da nossa cultura e da nossa ancestralidade”, disse.
Segundo Manoel, o projeto buscou apresentar soluções sustentáveis para recuperação do solo. “Pensamos em fertilizantes naturais que não agridem o solo e plantas que ajudam a retirar toxinas da terra”, explicou.
O coordenador do Desafio, Iarlley Araújo, ressaltou o potencial criativo das equipes e a importância dos monitores das aldeias durante o processo. “A maior surpresa acontece quando as equipes começam as leituras, pesquisas e trocas de ideias para desenvolver soluções dentro dos eixos do programa. Ao acompanharmos a evolução de cada projeto, percebemos um verdadeiro turbilhão de criatividade surgindo”, afirmou.
O Desafio Monhang foi estruturado em quatro eixos principais: cuidado com o território, preservação da identidade cultural, bioeconomia e imersão turística consciente. As equipes foram incentivadas a criar soluções que fortalecessem a cultura indígena, preservassem o meio ambiente e gerassem impacto positivo para as comunidades.
Os projetos que se destacaram, foram premiados e receberam certificados. Veja os vencedores desta edição do Desafio Monhang:
1° LUGAR – Solução: App Vivência Ancestral
Escola: EMEF Antônio Azevedo
– Laura Lavinia Martins Baracho
– Samyra Gomes Soares
– Maria Isabella Silva de Lima
2° LUGAR – Solução: Game Educativo Guyrá
Escola: EMEF Antônio Azevedo
– Evanny Rebeka Silva de Lima
– Manoel Jacinto de Oliveira Neto
– Maryna Venancio da Silva
3° LUGAR – Solução: App Tupi’A
Escola: EEEIFM Pedro Poti
– Yakary Breno Marculino Pedro da Silva
– Uyrian Marculino da silva
– David Abner Fidelis da Silva
