O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, que fechou em 0,67%. O resultado mostra desaceleração em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha marcado 0,88%.
Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, dentro da meta do governo, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%. Em abril do ano passado, a inflação foi de 0,43%, com um acumulado anual de 5,53%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado, que esperava uma inflação de 0,69%, segundo o relatório Focus do Banco Central.
O grupo de alimentos e bebidas teve um aumento de 1,34%, representando um impacto significativo na inflação de abril. O custo da alimentação no domicílio subiu 1,64%, enquanto a alimentação fora de casa aumentou 0,59%. Fernando Gonçalves, analista da pesquisa, explica que a alta dos preços está ligada à oferta de produtos e ao frete.
O grupo de transportes subiu 0,06%, com o preço dos combustíveis variando positivamente em 1,80%. A gasolina, que havia subido 4,59% em março, ficou 1,86% mais cara em abril. As altas são atribuídas à guerra no Oriente Médio, que afeta os preços internacionais do petróleo.
O gás natural veicular (GNV) ficou 1,24% mais barato, devido à maior disponibilidade do produto no país. Já a passagem aérea teve uma redução média de 14,45%, sendo o subitem que mais puxou para baixo o IPCA.
O grupo habitação subiu 0,63%, influenciado pelo aumento do gás de botijão e da conta de luz. Reajustes contratuais em várias regiões metropolitanas explicam a alta na conta de luz.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, com coleta de preços em diversas regiões metropolitanas e capitais do país.
