A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas de ebola em surtos na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, mas a OMS reconhece que a escala do surto é maior do que os números indicam.
Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que estiveram na RDC. Um dos pacientes morreu, enquanto o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com o aumento potencial de casos e mortes na região.
Tedros destacou que há casos reportados em áreas urbanas da RDC e entre profissionais de saúde. Além disso, o movimento significativo de pessoas na região é um fator preocupante. A província de Ituri, na RDC, enfrenta conflitos intensificados, resultando em quase 100 mil deslocados.
Os surtos são causados pelo vírus Bundibugyo, para o qual não há vacina ou tratamento aprovados. A OMS está apoiando as autoridades nacionais com equipes, suprimentos e recursos financeiros para responder à crise. No início do mês, autoridades da RDC emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade em Mongbwalu, Ituri.
O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito de 13 amostras analisadas. Na última sexta-feira, a RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola. Simultaneamente, Uganda confirmou um surto após um caso importado de um congolês que morreu em Kampala.
O diretor-geral da OMS declarou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo na RDC e em Uganda constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional.
