Lula defende cultura como política de Estado e critica privatizações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que a promoção da cultura deve ser uma política de Estado. Segundo ele, se for apenas uma política de governo, pode ser facilmente retirada por administrações futuras. Lula fez essa declaração durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, um serviço de streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.

Lula destacou a importância da cultura para a sociedade, afirmando que ela ensina, abre horizontes e permite enxergar além do visível. Ele mencionou que o Brasil alcançou a marca de 16 mil Pontos de Cultura, projetos financiados pelo Ministério da Cultura e implementados por entidades públicas e não governamentais.

Durante a cerimônia, o presidente também criticou o governo anterior, de Jair Bolsonaro, pela privatização da BR Distribuidora em 2021 e da Liquigás em 2020. Lula questionou os benefícios dessas privatizações para o povo brasileiro, especialmente em relação ao controle de preços nos postos de gasolina.

Lula argumentou que as medidas tomadas pelo governo para conter a alta dos preços dos combustíveis, como a isenção de impostos, teriam mais efeito se as distribuidoras não fossem privadas. Ele destacou a falta de controle sobre os preços devido à venda dessas empresas.

No encerramento da Semana da África, Lula falou sobre os intercâmbios educacionais entre universidades federais brasileiras e nações africanas. Ele também anunciou a inauguração das novas estruturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em junho, em Foz do Iguaçu, após a retomada do projeto.

O presidente defendeu a cooperação com países latino-americanos e a implementação de cursos a distância para a transmissão de conhecimento. Ele finalizou convidando a comunidade a participar de uma transformação estrutural no país, promovendo uma revolução cultural.

Fonte: Agência Brasil

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