Jovens de bairros periféricos e comunidades vulneráveis se reuniram neste sábado na Fundição Progresso, localizada próxima aos Arcos da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. O encontro, promovido pela organização Águas Resilientes, focou em debates sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.
Durante o evento, foi discutida a criação de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes, que será enviada a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da ONU, programada para ocorrer nos Emirados Árabes Unidos em dezembro. O evento global é considerado um dos mais importantes sobre o tema, com o objetivo de fortalecer a governança da água na agenda internacional.
Andrea Pulici, especialista em planejamento urbano, destacou a importância de universalizar o saneamento no Brasil até 2033, conforme o Marco Legal do Saneamento. Ela enfatizou o custo de não investir em saneamento, questionando o impacto da falta de acesso à água em comunidades.
Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico indicam que 84,1% da população tem acesso à rede de abastecimento de água, enquanto 62,3% são atendidos por redes de esgoto. Johari Silva, ativista da Ação da Cidadania, ressaltou a ligação entre o direito à água e a dignidade, defendendo a inclusão de comunidades tradicionais no debate.
Verena Meirelles, da Águas Resilientes, afirmou que a Declaração das Juventudes visa chamar atenção para a urgência do tema. Erleyvaldo Bispo, fundador da organização, destacou a necessidade de valorizar a água e incluir o Brasil e a América Latina no debate global.
Sylvia Siqueira, da Open Society Foundations, elogiou o papel dos jovens como referências para o futuro. Matheus Marlisson, cientista político, destacou a importância da juventude brasileira no debate global sobre água e meio ambiente. A deputada Dani Monteiro enfatizou a relação entre justiça pela água e justiça climática, destacando a importância da participação cidadã na governança de recursos.
