Lula participará da Cúpula do G7 na França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nos próximos dias para Évian-les-Bains, na França, onde participará pela 10ª vez, como convidado, da Cúpula do G7. O fórum reúne sete das maiores economias do mundo: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, além da União Europeia como membro institucional.

O encontro será realizado de 15 a 17 de junho. Além do Brasil, foram convidados líderes de países como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. O Itamaraty confirmou que Lula participará de três eventos. No dia 16, ele discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, com a expectativa de cobrar a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD).

A AOD refere-se a repasses financeiros dos países mais industrializados para promover o desenvolvimento econômico de países mais vulneráveis. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough destacou a queda desses valores nos últimos anos, o que gera preocupação nos países em desenvolvimento.

Presidido pela França, o G7 deve pactuar uma declaração conjunta para fortalecer essa ajuda internacional, possivelmente incluindo parcerias com setores privados. No dia 17, Lula abordará o crescimento econômico equilibrado, enfatizando a necessidade de reforma da governança global, especialmente na OMC e ONU.

Ainda no dia 17, a comitiva brasileira participará de um almoço sobre Inteligência Artificial. O embaixador Gough destacou que o Brasil fará uma exposição sobre oportunidades e riscos da IA. A regulação da IA é pauta no Congresso Nacional brasileiro, com um projeto de lei que estabelece princípios para o desenvolvimento e uso da tecnologia.

Apesar de o Brasil não participar diretamente das negociações dos textos do G7, ele deverá opinar sobre alguns temas. A presidência francesa busca consenso em documentos sobre parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado, proteção de crianças no ambiente digital, combate ao narcotráfico, luta contra o câncer, enfrentamento ao contrabando de migrantes e minerais críticos. O Brasil, com grandes reservas de minerais críticos, tem interesse especial nesse último tema.

Fonte: Agência Brasil

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