EUA e Irã intensificam confrontos com novos ataques e fechamento do Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, após o presidente Donald Trump prometer novas ações caso não houvesse um acordo de paz. Em resposta, o alto comando militar iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios, incluindo petroleiros e embarcações comerciais, e afirmando que qualquer tentativa de passagem será alvo de ataques.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA declarou que os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã, tendo começado às 0h45 em Teerã. A cidade portuária de Sirik registrou uma explosão, enquanto as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, segundo a agência de notícias iraniana Mehr.

Trump havia afirmado mais cedo que os EUA atacariam o Irã com força, enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, destacou que os ataques visam promover interesses militares e fortalecer a posição diplomática dos EUA. Hegseth mencionou que, se necessário, os EUA negociarão com bombas.

Desde o cessar-fogo provisório, os dois países têm trocado tiros, com Trump reiterando que um acordo está próximo, apesar da falta de avanços significativos. Na terça-feira, os EUA atacaram sistemas de defesa aérea iranianos após um helicóptero norte-americano ser abatido. O Irã respondeu com mísseis e drones a bases dos EUA na região.

O Irã acusou os EUA de atacar reservatórios de água potável, violando o direito internacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou o ato como crime de guerra. O Pentágono não comentou imediatamente sobre as acusações.

Trump não especificou se os próximos ataques mirariam infraestrutura civil, enquanto o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano alertou que a guerra não se limitará à região. Apesar das tensões, uma delegação do Catar chegou a Teerã para discutir os últimos acontecimentos, sinalizando esforços diplomáticos contínuos.

Fonte: Agência Brasil

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