A Editora A União vai realizar a ‘Manhã da Literatura Paraibana’, nesta quarta-feira (17), em Mamanguape, às 10h, no Centro Cultural Fênix. No evento, serão lançadas as publicações Paraíba na Literatura VII, Memórias A União – 2ª edição, O Tesouro do príncipe Heitor: o reino da harmonia, de Maria Andrade, Os Potiguara: a arte da guerra e sua organização social histórica, de Ezequiel Maria, Crônicas para ler entre a pressa e a pausa, de Betiane Valentim, e o livro de fotografia Sob telhados e sobre calçadas, de Zé Moura.
A ação é realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Mamanguape. O secretário de Cultura da cidade, Antônio Carlos Souza da Silva, disse que a realização do evento literário representa um importante investimento na educação, na cultura e na formação cidadã da população, além de incentivar o hábito da leitura e valorizar escritores locais e regionais. “Um evento dessa natureza promove o acesso ao conhecimento, fortalece a identidade cultural do município e cria oportunidades de diálogo entre estudantes, educadores, artistas e a comunidade em geral”, afirmou.
O projeto ocorre em várias cidades do estado e tem como objetivo promover a literatura paraibana e aproximar o público de escritores e suas produções. Coleção já consagrada produzida pela Editora, que já trouxe 120 perfis biográficos de personalidades literárias do estado de diversas épocas, o Paraíba na Literatura chega a sétima edição trazendo o perfil de mais 20 escritoras e escritores paraibanos, autores de crônicas, romances, poesias, contos e cordéis. Os perfis são escritos por pessoas de igual destaque no cenário da literatura paraibana.
Outra publicação lançada na noite será o Memórias A União – 2ª edição, resultado do projeto de entrevistas audiovisuais editado em formato de livro, no qual se resgata uma parte da história da imprensa paraibana, por meio das narrativas de quem já passou pelas cadeiras do jornal A União, entre jornalistas, editores, gráficos, entre outros. Neste volume, estão as vivências e opiniões de 27 profissionais.
Crônicas para ler entre a pressa e a pausa: para desacelerar, rir, pensar e seguir em frente – a publicação foi a vencedora, na categoria Crônica, do Prêmio Literário José Lins do Rêgo 2025, promovido pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e a Empresa Paraibana de Comunicação (EPC). Escrito por Betiane Valentim, natural de Mamanguape, é uma coletânea de crônicas focadas no cotidiano, convidando o leitor a fazer uma pausa em meio à rotina acelerada. Com um tom acolhedor e reflexivo, os textos transitam entre o humor, a emoção e pequenas doses de filosofia do dia a dia, servindo como um respiro para observar a vida, rir de si mesmo e seguir em frente de forma mais leve.
Sob telhados e sobre calçadas – é um projeto fotográfico do paraibano Zé Moura, focado em documentar a arquitetura, o casario histórico e as ruas do município de Mamanguape. A obra foi contemplada pelo Pnab Paraíba, edital de Fomento a Projetos Culturais, com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos (FIC/Secult), do Governo do Estado da Paraíba. O registro explora a identidade visual e o cotidiano da cidade sob a perspectiva de quem caminha por suas calçadas. Além da produção fotográfica, o projeto culmina na criação de um catálogo impresso, que será distribuído gratuitamente em escolas da rede pública do município.
Os Potiguara: a arte da guerra e sua organização social histórica – escrito por Ezequiel Maria, a obra explora a rica história de resistência do povo Potiguara, destacando sua organização social, estratégias de guerra e a importância das mulheres. O autor utiliza uma narrativa envolvente, mesclando relatos históricos e reflexões pessoais, para apresentar a complexidade da cultura Potiguara e sua luta contra a invasão europeia. Este livro é parte da Coleção Potiguara e visa preservar a memória e a identidade desse povo.
O Tesouro do príncipe Heitor: o reino da harmonia – De autoria de Maria Andrade, o livro apresenta os sentimentos e a maneira de viver em grupo, mais precisamente em um grupo feminino. Sem envolver muita presença masculina, a história é narrada a partir da vida de Glorinha, uma personagem que retrata a liberdade e que demonstra como é possível construir e conquistar vínculos por meio do trabalho e do amor. E de como as mulheres podem ser ativas em diferentes espaços da sociedade.