Ativistas são impedidos de estender bandeira LGBTQIA+ em frente ao Congresso Nacional

Neste domingo, Dia do Orgulho LGBTQIA+, ativistas foram impedidos por policiais legislativos da Câmara dos Deputados de estender a bandeira do movimento no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

A bandeira, com cerca de 50 metros de comprimento, foi levada por pelo menos 20 ativistas que planejavam realizar um ato pacífico. Segundo o ativista Michel Platini, o grupo chegou antes das 10h e, assim que a bandeira foi estendida, policiais legislativos chegaram em viaturas.

Platini relatou que a abordagem foi agressiva. ‘A polícia veio de uma forma violenta para gente. Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto’, afirmou. Ele explicou aos policiais que a bandeira simbolizava a comunidade LGBTQIA+ e o orgulho.

Os policiais alegaram que não havia autorização para o ato, apesar de Platini afirmar que a manifestação foi informada com antecedência. Os ativistas garantem que pediram autorização na semana anterior.

Michel Platini destacou que o ato foi reprimido sem justificativa, comparando com os eventos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que não foram impedidos. Ele considera a ação uma expressão de violência estatal contra a comunidade.

O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos, dos quais Platini faz parte, pretendem entrar com representação na Câmara para investigar a conduta dos policiais. Rafael Lira, outro ativista presente, lamentou o episódio e expressou o susto com a abordagem.

O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, afirmou que pedirá explicações sobre a ação dos policiais. A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados, mas não obteve retorno até o momento.

Fonte: Agência Brasil

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