Após a eliminação na Copa do Mundo de 2026, o futebol brasileiro volta suas atenções para os próximos quatro anos, com foco na renovação da equipe. Em entrevista coletiva nos Estados Unidos, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti destacou a necessidade de mudanças, especialmente no meio-campo.
Durante o torneio, o setor de meio-campo não foi unanimidade. Casemiro, apesar de marcar um gol na vitória sobre o Japão, foi alvo de críticas dos torcedores. Com 34 anos, ele terá 38 no próximo Mundial. Fabinho, substituto imediato de Casemiro, também estará com idade avançada. Danilo Santos, único abaixo dos 30 anos na próxima Copa, foi preterido no jogo contra a Noruega.
Ancelotti enfatizou a importância de integrar jovens talentos ao time. Entre os já convocados, Andrey Santos, do Chelsea, e André, do Wolverhampton, são opções promissoras. Outros nomes em potencial incluem João Gomes, Lucas Beraldo e jogadores que se destacam no Campeonato Brasileiro, como Bruno Bidon, Martinelli e Gabriel Bontempo.
Além do meio-campo, as laterais também foram criticadas. Após o corte de Wesley, Ancelotti optou por improvisar com jogadores de outras posições. Wesley, da Roma, deve continuar no ciclo, enquanto outros como Vanderson, Yan Couto e Arthur são considerados para o futuro. Na lateral esquerda, a renovação é ainda mais necessária, com nomes como Kaiki Bruno e Luciano Juba em destaque.
Para o gol, a expectativa é de novas caras em 2030. Weverton deve ceder lugar à nova geração, enquanto Alisson e Ederson ainda podem integrar a equipe. Bento, Hugo Souza e Carlos Miguel são opções para o futuro, assim como Luiz Júnior e Gabriel Brazão.
O Brasil ainda não tem clareza sobre o processo de classificação para a Copa de 2030. Com jogos em Portugal, Espanha, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai, algumas dessas nações já estão garantidas no Mundial. A Conmebol ainda não definiu o formato das eliminatórias. O Brasil tem dois amistosos programados contra a Austrália em setembro.
