A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na próxima quarta-feira (22) contra o Japão no primeiro três jogos eliminatórios (mata-mata) até a conquista do título da Liga das Nações. Será o segundo confronto das equipes na competição: na fase classificatória, a Amarelinha levou a melhor sobre as asiáticas por 3 sets a 1. O duelo de quartas de final será em Macau (China), a partir das 8h30 (horário de Brasília). A seleção busca o título inédito no torneio.
Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção chega embalada ao mata-mata, com o terceiro lugar na fase classificatória (nove triunfos e três derrotas). Já as japonesas encerram na sexta posição (venceram oito e perderam quatro jogos). Se avançar, o Brasil enfrentará na semifinal o vencedor da outra partida, entre Itália (vice-líder da primeira fase) e Países Baixos (7º), também programada para quarta (22), a partir das 5h.
Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com a ausência da central Julia Kudiess, que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo na vitória sobre os Estados Unidos, na última partida da primeira fase. A atleta passou por cirurgia na última quinta (16) e segue em processo de recuperação. Para a vaga de Kudiess, o técnico José Roberto convocou Larissa Besen (Osasco).
A sonhada taça da Liga das Nações
Atual vice-líder no ranking mundial, a seleção está empenhada em finalizar o torneio no topo do pódio, deixando para trás quatro vice-campeonatos. Nos dois últimos (2025 e 2022), o Brasil foi superado pela Itália, atual campeã e líder do ranking. Já em 2019 e 2021, o algoz foi os Estados Unidos.
Jogos de quartas de final
QUARTA (22)
5h – Itália x Holanda
8h30 – Brasil x Japão
QUINTA (23)
5h – Turquia x Canadá
8h30 – Estados Unidos x China
A campanha brasileira nesta Liga das Nações ocorre em um contexto de consolidação histórica: apesar de ainda buscar o primeiro título, o Brasil já é a seleção com maior número de medalhas na VNL, somando quatro pratas e presença constante nas fases finais desde 2018. Essa regularidade sustenta a posição de vice-líder do ranking mundial e pesa diretamente na corrida por pontos rumo ao próximo ciclo olímpico, em que o desempenho em torneios de alto nível influencia distribuição de grupos e cabeças de chave.
Do ponto de vista técnico e socioeconômico, o duelo com o Japão opõe dois modelos de voleibol que impactam até a formação de atletas nos respectivos países: o Brasil, tradicionalmente forte em ataque e bloqueio, contra uma seleção japonesa marcada por altíssimo volume defensivo e um dos melhores sistemas de cobertura da atualidade, que exige mais tempo de treino e investimento em tecnologia de análise de desempenho. A perda de Julia Kudiess por ruptura de ligamento cruzado anterior reforça outro debate relevante no alto rendimento: estudos recentes mostram que lesões de LCA em atletas de esportes de salto e mudança de direção têm aumentado, pressionando federações a rever protocolos de prevenção, carga de jogos e estrutura de suporte médico para proteger ativos esportivos estratégicos em temporadas cada vez mais longas.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
