Bombeiros encontram corpo em barco que afundou com ventania em Paraty


O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro localizou, na manhã desta quinta-feira (30), o corpo de uma pessoa ainda não identificada na região da Praia de Tarituba, em Paraty, no Sul Fluminense. As equipes trabalhavam nas buscas por um desaparecido após a ventania que atingiu o estado na quarta-feira (29).

Os bombeiros iniciaram a varredura por volta das 16h30, depois de receberem a informação de que um homem estava desaparecido no mar com o naufrágio de uma embarcação, no litoral entre Tarituba e Mambucaba, em Angra dos Reis. O corpo encontrado por mergulhadores dentro desse barco, mas ainda é necessário aguardar a identificação para confirmar sua identidade.

Foram mobilizadas equipes dos quartéis de Paraty e Mambucaba, além de mergulhadores do Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Civil fluminense, para que seja feita a identificação da vítima.

Vítimas

Os ventos ultrapassaram os 100 quilômetros por hora e provocaram pelo menos duas mortes. As vítimas foram atingidas por um muro que desabou em Santa Teresa, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Outros quatro desabamentos foram registrados. No total, os bombeiros fizeram 31 salvamentos.

A ventania também deixou centenas de milhares de imóveis fornecimento de energia elétrica. Até o fim da manhã desta quinta-feira (30), ainda havia mais de 400 mil sem luz no estado.

Entre a tarde de quarta-feira e a manhã desta quinta, a corporação registrou um total de 290 ocorrências relacionadas ao vendaval. A maior parte delas cerca de 150, foram cortes de árvores, mas houve também 50 combates a incêndios em vias públicas, principalmente por causa de postes de energia.

Embora o episódio na Costa Verde esteja sendo tratado como um caso localizado, ele expõe uma fragilidade estrutural recorrente: a vulnerabilidade da rede elétrica a ventos fortes e à queda de árvores. Em Santa Catarina, por exemplo, a Celesc estima que cerca de 40% das interrupções de energia têm relação direta com árvores, galhos ou cascas atingindo cabos, o que indica um padrão nacional de déficit em manejo preventivo da vegetação próxima à infraestrutura crítica. Esse tipo de falha, quando combinado a vendavais acima de 100 km/h, tende a multiplicar o número de postes danificados, curtos-circuitos e incêndios em vias públicas.

Na Costa Verde, o impacto socioeconômico de horas ou dias sem

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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