SP: ferroviários mantém greve por falta de garantia de empregos


Está mantida a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atendem as linhas 11, 12 e 13, na capital e região metropolitana.

A decisão foi tomada em assembleia, que se encerrou por volta das 19h30, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás.

No primeiro dia de mobilizações, a oferta de trens foi diminuída nas linhas 11 e 12. A linha 13 não teve atendimento durante a manhã e tarde, operando parcialmente no início da noite. Representantes dos trabalhadores falam em falta de diálogo por parte do governo do estado.

Com a manutenção da mobilização, os trabalhadores pressionam por garantias formais dos empregos daqueles que atuavam diretamente nas linhas, que foram concedidas à empresa Trivia em julho deste ano. A próxima assembleia está prevista para as 17h de quarta-feira (5).

Segundo o governo do estado, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização e há compromissos concretos de manutenção dos vínculos de todos, o que os sindicalistas questionam, alegando a falta de instrumentos para dar segurança à categoria.

A insegurança dos ferroviários da CPTM diante da privatização se insere em um padrão nacional: estudos mostram que empresas estatais privatizadas na década de 1990 chegaram a reduzir em até 40% seus quadros após a venda, e o número de empregados públicos federais caiu 11,3% entre 2014 e 2019. Em setores recentemente privatizados, como o elétrico e o de saneamento, os efeitos já aparecem — só nas empresas do grupo Eletrobras foram 3.614 desligamentos entre 2021 e 2023, com forte impacto sobre trabalhadores acima de 50 anos, enquanto a Sabesp demitiu mais de 2 mil funcionários após sua desestatização.

Esse contexto ajuda a explicar por que sindicatos ferroviários insist

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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