A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira (7), que uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas após a passagem do ciclone bomba pela região. Até o final da manhã, 118 municípios reportaram danos.
A vítima foi um homem que se acidentou na rodovia estadual RS-124, no município de Montenegro, enquanto trafegava de moto. Não há informações complementares sobre identificação da vítima.
Segundo a diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, Ana Maria Hermes, as circunstâncias do acidente ainda não foram confirmadas pelas autoridades locais.
“A gente ainda não sabe se a árvore caiu no momento em que ele passava ou se já estava caída na estrada e ele bateu”, informa.
Dos cinco feridos, um é do município de Novo Hamburgo. Ele se enroscou em fios enquanto estava em trânsito, durante o vendaval. Segundo informações da Defesa Civil, o estado de saúde dele exige mais atenção.
Um militar também foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro da viatura em atendimento, no município de Osório. E, em Dom Feliciano, outras três pessoas teriam sofrido ferimentos leves.
De acordo com a diretora Ana Maria, a maior parte dos informes de danos nos municípios ocorreram em decorrência dos ventos. Um número menor de registros tem relação com chuva de granizo.
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Previsão
As autoridades estaduais informaram ainda que com o afastamento do ciclone da região e a diminuição da frente fria decorrente do fenômeno, não são esperados maiores transtornos nesta sexta-feira.
“Podemos ficar mais tranquilos, o ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região”, informou Ana Maria Hermes.
A Defesa Civil informou ainda que os números continuarão em atualização ao longo do dia, conforme os municípios façam novos informes.
A passagem de um ciclone com esse potencial reforça um ponto que costuma ficar fora da cobertura imediata: o Brasil já opera uma infraestrutura de alerta muito mais ativa, com 2.103 avisos emitidos pela Defesa Civil Alerta desde o lançamento nacional, em dezembro de 2024. Esse volume indica que eventos extremos deixaram de ser exceção operacional e passaram a exigir resposta contínua, sobretudo em áreas urbanas densas, onde quedas de árvores, interrupções de energia e danos a cabos tendem a amplificar o impacto social.
No Rio Grande do Sul, a leitura desse episódio também ganha peso histórico porque o estado ainda convive com os efeitos econômicos e institucionais da tragédia climática de 2024, que deixou 478 municípios afetados e mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas. Em um contexto assim, cada novo evento severo pressiona ainda mais a malha viária, a rede elétrica e a capacidade de atendimento emergencial, especialmente em municípios menores, onde a recomposição costuma ser mais lenta e custosa.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
