Empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada no dia 10 de setembro. A proposta da empresa foi rejeitada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21) à tarde. O comando da greve deverá anunciar os próximos passos do movimento em breve.
A greve teve início após os empregados rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e decidirem pela greve nacional. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição.
Entre os principais pontos de divergência, e uma das principais pautas de reivindicação, está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Trabalhadores também reivindicam avanços em outros itens do acordo específico, negociados desde junho.
A proposta da empresa, rejeitada hoje, ampliaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento o teto de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, a partir de 2027.
Segundo o relatório anual da Caixa, o Saúde Caixa cobre cerca de 85 mil funcionários e dependentes, com custo estimado em R$ 3,2 bilhões ao ano – quase 0,8% das despesas operacionais do banco. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas, de julho de 2026, indica que atrasos na liberação de crédito habitacional pelo programa Casa Verde e Amarela podem reduzir em até 15% as contratações na construção civil no último trimestre.
No histórico de paralisações de 2014, a greve dos empregados da Caixa gerou atrasos médios de 14 dias na concessão de FGTS e financiamentos, afetando 2,5 milhões de famílias. Com a inflação de serviços de saúde acumulada em 11,2% nos últimos 12 meses (IBGE
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
