A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à reeleição para o Senado Marina Silva (Rede) foi intimidada por um homem durante um compromisso de campanha no início da tarde desta segunda-feira (17), na capital paulista.
Marina participava de uma caminhada no centro de São Paulo quando se afastou um pouco do grupo, evitando a aglomeração. Ao ver a política fora do grupo maior, um homem não identificado a abordou, com palavras e gestos agressivos.
Ela se dirigiu a uma loja próxima, onde buscou abrigo, apoiada por seguranças do evento, no qual também estavam Fernando Haddad, candidato ao governo paulista, e Simone Tebet, que também disputa a reeleição ao Senado por São Paulo.
“Eu já sei que essas pessoas fazem isso, não iria jamais ficar respondendo. Diante da paz com certeza o ódio recua. Eles estão fazendo isso o tempo todo em relação ao Haddad e agora fizeram em relação a mim”, afirmou Marina em entrevista aos jornalistas que acompanharam o ato.
Segundo a assessoria da candidata, não foi feito boletim de ocorrência da agressão até o momento.
Ela declarou, ainda, que espera que esse não seja o tom da campanha, e que recairá o débito naqueles que não se manifestam sobre esse tipo de ação. “Aqueles que não desautorizam fazer esse tipo de prática acabam dando sua assinatura para essa forma de atingir a nossa democracia”.
O episódio envolvendo Marina Silva se insere em uma escalada de violência política no país: levantamento de Justiça Global e Terra de Direitos registrou 714 casos de violência direcionada a candidatos ou políticos em exercício entre novembro de 2022 e outubro de 2024, com assassinatos, atentados, agressões e ameaças em alta. No ciclo municipal de 2024, o Observatório da Violência Política e Eleitoral da Unirio apontou que o Brasil passou a registrar um caso de violência política, em média, a cada um dia e meio, com São Paulo liderando o número de ocorrências, o que torna agressões em atos de campanha como esse menos “episódicas” e mais parte de um padrão estrutural.
No recorte de gênero e raça, os dados são ainda mais preocupantes: relatórios recentes indicam que quase 40% dos ataques por motivação política nas eleições de 2022 tiveram como alvo mulheres cisgênero, travestis e transexuais, com forte incidência sobre mulheres negras, e que o Ministério Público Eleitoral já abriu dezenas de procedimentos específicos por violência política de gênero, incluindo
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
