A partida que finalizou a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro promoveu uma mudança na zona de rebaixamento. Nesta segunda-feira (17), o Internacional empatou por 1 a 1 com o Remo no Beira-Rio, em Porto Alegre, e saiu do grupo que reúne as quatro piores campanhas da competição (o Z-4).
A torcida colorada, porém, deixou o estádio frustrada e vaiando o elenco. A equipe balançou as redes cedo e ficou em vantagem até o último lance da partida, aos 49 minutos do segundo tempo, quando cedeu a igualdade ao Leão Azul.
Sem vencer pelo Brasileirão desde 16 de maio, o Inter foi a 24 pontos e ganhou uma posição, agora em 16º lugar. Pior para o Mirassol, com 23 pontos, que entrou na zona de rebaixamento, na 17ª colocação. O Remo possui a mesma pontuação do time paulista, mas fica atrás, em 18º, por ter uma vitória a menos.
O Inter abriu o marcador aos dois minutos do primeiro tempo. O lateral Matheus Bahia foi lançado na esquerda e cruzou a meia altura para o atacante Johan Carbonero bater de primeira e acertar o canto esquerdo do goleiro Marcelo Rangel.
A etapa final foi marcada por muitos erros de passe de ambos os lados. O Remo aproveitou o recuo do Inter e se lançou ao ataque. No último lance da partida, o meia Vitor Bueno cobrou falta da intermediária, a bola desviou no atacante Alerrandro e foi para as redes, evitando o revés para os paraenses.
Os dois times voltam a campo neste sábado (22). O Remo vai ao Rio de Janeiro e abre a 24ª rodada contra o Fluminense no Maracanã, às 16h (horário de Brasília). Em seguida, às 18h30, o Inter recebe o Atlético-MG no Beira-Rio.
A permanência momentânea do Internacional fora do Z-4 contrasta com os modelos estatísticos atuais: estudo do Departamento de Matemática da UFMG divulgado em 17 de agosto aponta o clube com cerca de 39,6% de probabilidade de rebaixamento em 2026, em um grupo que inclui também Remo (56,3%) e Mirassol (41,7%). Essa projeção indica que empates em casa, como o obtido diante do time paraense, têm peso relevante na manutenção desse risco elevado, especialmente em um cenário em que o clube já vinha flertando com a zona da degola em outras rodadas.
O contexto é ainda mais sensível quando se observa o impacto econômico recente de quedas no Brasileirão: o Santos, por exemplo, estimou perda entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões em cotas de TV após a descida à Série B, enquanto o Athletico viu sua receita total cair de quase R$ 900 milhões para pouco menos de R$ 600 milhões em temporada marcada pelo rebaixamento. Para um clube do porte do Inter, resultados como o empate diante do Remo não apenas alimentam a tensão esportiva, mas também aumentam o risco de um abalo profundo em receitas de transmissão, patrocínios e bilheteria em 2027.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
