A seleção brasileira feminina de basquete levou a melhor sobre a Argentina e avançou às semifinais torneio classificatório para o Pré-Olímpico de 2028. Na tarde desta quinta-feira (20) em Guadalajara (México), as brasileiras derrotaram as hermanas por 58 a 53 na terceira e última rodada da fase de grupos. A armadora Bella Nascimento foi a cestinha do lado brasileiro, com 23 pontos e três rebotes.
Líder do Grupo A, o Brasil volta à quadra no sábado (22), em horário ainda indefinido. O adversário será o vencedor do duelo entre Canadá e México, que se enfrentam logo mais às 23h30 (horário de Brasília), pelo Grupo B. As duas equipes lideram a chave com duas vitórias e nenhuma derrota. As partidas do torneio têm transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube.
🇧🇷 Brazil get it done and secure a spot in the semis! 💪#FIBAOQT pic.twitter.com/2yhZk9IHjf
— FIBA Basketball (@FIBA) August 20, 2026
A vitória de hoje foi a segunda da Amarelinha no torneio – na última terça (18), o Brasil superou a Nova Zelândia (56 a 53). Apesar do revés na estreia diante do Sudão do Sul, as brasileiras encerraram a fase de grupos no topo da chave A, com cinco pontos, e as hermanas ficaram em segundo lugar, com quatro.
O torneio classificatório começou com oito seleções, divididas em dois grupos. Apenas as primeiras duas colocadas em cada chave disputarão as semifinais no sábado (22). As equipes finalistas vão lutar no domingo (23) pela tão sonhada vaga antecipada no Pré-Olímpico. Programada para fevereiro de 2028, a competição definirá as 12 seleções que disputarão os Jogos de Los Angeles (LA 2028).
Caso o Brasil não vença o qualificatório, terá uma última chance de carimbar a vaga olímpica na Copa América, entre 3 e 11 de julho de 2027, em El Salvador. O torneio distribuirá vagas às quatro seleções primeiras colocadas.
A classificação da seleção brasileira feminina como a 9ª melhor do mundo no ranking da FIBA em março de 2026 contrasta com o tropeço inicial diante do Sudão do Sul, 42º colocado e equipe de menor ranking entre as oito participantes do qualificatório em Guadalajara. Esse cenário reforça que, embora o Brasil chegue às semifinais como favorito técnico contra Canadá ou México, o torneio já expôs uma zona de vulnerabilidade competitiva que outras seleções emergentes vêm explorando com intensidade defensiva e controle de rebotes.
Ao mesmo tempo, o histórico recente mostra um Brasil em ascensão continental: o título da Copa América feminina de 2023, conquistado de forma invicta e com duas vitórias sobre os Estados Unidos, consolidou o país como maior campeão da história do torneio, com seis troféus. Essa combinação de hegemonia regional e oscilação em jogos chave sugere que o desempenho em Guadalajara pode ter impacto direto na manutenção do investimento e da confiança institucional no projeto olímpico rumo a Los Angeles 2028, especialmente na disputa por vagas na Copa América de 2027 em El Salvador.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
