O governo brasileiro informou, nesta quinta-feira (20), que enviou 19 toneladas de arroz à Colômbia em resposta ao pedido de assistência humanitária feito pelas autoridades locais. No último dia 10, o país sofreu um forte terremoto que matou mais de 300 pessoas.
De acordo com nota, a carga segue a bordo de aeronave cargueira KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou às 17h de hoje da Base Aérea de Canoas (RS) e desembarca amanhã (21) na Colômbia.
“Oriundo dos estoques públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o arroz doado não compromete o abastecimento nacional”, esclareceu o comunicado.
O governo ressaltou que “reitera sua solidariedade ao governo e ao povo colombianos diante do terremoto, bem como sua disposição de colaborar, conforme suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”.
O terremoto de magnitude 7,4 teve seu epicentro em San José del Palmar, no Departamento de Chocó. O abalo sísmico derrubou prédios e danificou moradias, escolas, hospitais e rodovias, desde o porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, até cidades como Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.
*Com informações da Reuters
Enquanto o envio de 19 toneladas de arroz tem forte valor simbólico, o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia já levou o governo e organismos internacionais a trabalharem com um cenário de mais de 300 mortos, milhares de feridos e centenas de desaparecidos, com destruição significativa em cidades como Pereira e Cali. Em contextos assim, o componente alimentar é apenas uma parte de uma resposta muito mais ampla, que inclui restabelecimento de cadeias logísticas, reabertura de estradas e reconstrução de estoques locais de alimentos.
Antes mesmo do sismo, agências como o Programa Mundial de Alimentos indicavam que milhões de colombianos conviviam com algum grau de insegurança alimentar, sobretudo em regiões rurais e periféricas. Em desastres de grande magnitude, essa vulnerabilidade pré-existente tende a se agravar rapidamente: famílias perdem colheitas, pequenos comerciantes veem seus estoques destruídos e o aumento da demanda
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
