Depois de não vencer nenhuma das dez primeiras provas da temporada da Fórmula 1, o inglês Lando Norris, da McLaren, atual campeão da categoria, emendou a segunda vitória consecutiva ao ganhar o GP da Holanda, em Zandvoort, neste domingo (23).
O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, que havia largado na nona colocação, acabou perdendo posições e terminando em 13º, sem somar pontos no campeonato.
Norris fez a pole position no sábado e encontrou resistência do italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, que chegou a ocupar a primeira posição momentaneamente. No entanto, na reta final da corrida, Norris recuperou a tranquilidade e venceu com vantagem de 11 segundos para o adversário. George Russell, companheiro de Antonelli na Mercedes, completou o pódio em terceiro.
Um dos destaques da prova foi a pista molhada pela chuva que caiu antes da corrida. Ela teve papel determinante na rodada de Bortoleto e na batida do holandês Max Verstappen, que acabou abandonando. Esta foi a despedida do circuito de Zandvoort, que não fará parte do calendário a partir de 2027.
Com os resultados, Norris subiu da quinta para a quarta posição no Mundial de pilotos, com 159 pontos, atrás de Antonelli (242), George Russell e Lewis Hamilton, da Ferrari (ambos com 183 pontos). A próxima etapa será o GP da Itália, entre os dias 4 e 6 de setembro.
A sequência de vitórias de Lando Norris ganha peso ao ser analisada no contexto do domínio de Andrea Kimi Antonelli em 2026: o italiano chegou ao fim de agosto com mais de 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton e quase 60 sobre George Russell, enquanto Norris ainda corre atrás após um início irregular de temporada. Ao mesmo tempo, o desempenho de Gabriel Bortoleto reflete o estágio de construção do projeto da Audi na Fórmula 1: o brasileiro soma cerca de 10 pontos em 2026, com três resultados no top 10 e nenhuma desistência, evidenciando uma curva de aprendizado mais consistente do que a posição em Zandvoort sugere.
Já a saída de Zandvoort do calendário a partir de 2027 ilustra a tensão crescente entre tradição e viabilidade econômica na F1 moderna. O retorno do GP da Holanda em 2021 após 36 anos foi impulsionado pelo fenômeno Verstappen, mas o circuito costeiro, sustentado por investimento privado e com infraestrutura limitada em uma cidade de cerca de 17 mil habitantes, enfrenta dificuldades para se adequar às exigências logísticas e financeiras atuais. Em paralelo, cidades com forte apoio governamental e maior capacidade de expansão disputam vagas no calendário, pressionando pistas históricas que não conseguem acompanhar esse novo patamar de custos e receitas.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
