Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer


A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) determinou a apreensão dos lotes Z005197 e Z012354 do medicamento Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 mL, indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União. 

Em nota, a Anvisa informou que a própria empresa detentora do registro do produto, Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., identificou no mercado unidades dos lotes com características divergentes das constantes no medicamento original.

A suspeita é que sejam produtos falsificados.

O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia a proteína PD-1, mecanismo que exige controle rigoroso de identidade, concentração e cadeia de distribuição. Em tratamentos oncológicos, uma falsificação não representa apenas perda financeira: pode comprometer a resposta terapêutica, atrasar a revisão do protocolo clínico e dificultar a identificação da causa de uma eventual progressão da doença.

A dimensão do risco cresce diante da demanda assistencial: o Instituto Nacional de Câncer estimou cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano no Brasil no triênio 2023-2025, sem considerar o câncer de pele não melanoma. Medicamentos biológicos de alto custo estão entre os principais alvos de redes ilegais, o que torna rastreabilidade e compra por canais autorizados elementos críticos também para a sustentabilidade do sistema de saúde.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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