O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. Os dois líderes devem se encontrar nesta semana em Washington.
Alckmin expressou otimismo sobre a reunião ao dizer que a boa química entre Lula e Trump pode fortalecer as relações entre os dois países, que são grandes democracias do Ocidente. Ele ressaltou a importância do encontro, especialmente porque os Estados Unidos são o principal investidor no Brasil.
O vice-presidente destacou que os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia, mas o primeiro em termos de investimento. Ele defendeu melhorias nas relações tarifárias, mencionando que os Estados Unidos têm déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil.
Alckmin acredita que a reunião será benéfica para ambos os países, abordando temas como big techs e terras raras. Ele enfatizou que o presidente Lula é adepto do diálogo e que a orientação é fortalecer a parceria entre Brasil e Estados Unidos, superando barreiras tarifárias e não tarifárias.
Além disso, Alckmin comentou sobre o programa Desenrola, anunciado por Lula, voltado à renegociação de dívidas para quem ganha até cinco salários mínimos. O programa permitirá negociar débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90%.
O vice-presidente também participou de um evento na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, onde destacou a importância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com a pesquisa Business Climate Survey 2026, 63% das empresas suecas esperam aumentar o abastecimento a partir da Europa com base nesse acordo.
A pesquisa, realizada com 60 empresas suecas, revelou que 73% delas obtiveram lucro no Brasil em 2025, e 46% planejam aumentar seus investimentos no país nos próximos doze meses.
