BNDES lança nova fase do programa ProFloresta+ para impulsionar mercado de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (2) o lançamento da segunda etapa do programa ProFloresta+, uma iniciativa destinada a incentivar o mercado de crédito de carbono no Brasil. A expectativa do banco é mobilizar até R$ 6 bilhões com esta nova fase.

O programa do BNDES atua em duas frentes principais. Uma delas envolve o chamamento de empresas interessadas na aquisição de créditos de carbono e a organização de leilões para a compra desses créditos, que são uma forma de compensação ambiental. Na outra frente, o banco oferece financiamento para projetos de recuperação que geram os créditos ambientais, como o plantio de árvores. A meta é restaurar até 60 mil hectares de vegetação, uma área 38% maior que a cidade de Curitiba.

O anúncio foi feito durante o 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado na sede do banco no Rio de Janeiro. O mercado de carbono envolve a compra e venda de créditos para compensar emissões de poluentes. Projetos que promovem o reflorestamento ou a preservação ambiental ajudam a evitar que o CO2 alcance a atmosfera, gerando créditos de carbono que podem ser negociados.

O BNDES estima que a nova fase do ProFloresta+ possa capturar até 19 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que a fase anterior do programa, lançada em março de 2025, teve apoio da Petrobras, que se comprometeu a investir R$ 450 milhões na compra de créditos de carbono na Amazônia. Agora, o banco busca atrair empresas de diversos setores que precisam compensar suas emissões de carbono.

Grandes empresas internacionais também estão interessadas em adquirir créditos de carbono no Brasil. Nesta nova etapa, a restauração vegetal poderá ocorrer em todos os biomas do país. O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, afirmou que o governo busca integrar as agendas de meio ambiente e desenvolvimento, reforçando que não há contradição entre elas.

Fonte: Agência Brasil

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