Brasil encerra Mundial de paraciclismo de estrada com cinco medalhas


O Brasil finalizou o Campeonato Mundial de paraciclismo de estrada, em Huntsville (Estados Unidos), com cinco medalhas.

Nesta segunda-feira (7), último dia do evento, a paranaense Victoria Barbosa conquistou o bronze na prova de resistência da classe C1 (atletas com deficiências motoras severas, mas que utilizam bicicletas convencionais). A vitória foi da chinesa Wangwei Qian, seguida pela australiana Tahlia Clayton-Goodie.

Foi o segundo bronze de Victoria no Mundial. No último sábado (5), ela ficou em terceiro na prova do contrarrelógio da classe C1, também dividindo o pódio com Clayton-Goodie (ouro) e Qian (prata).

“Essa medalha [de segunda] tem um significado enorme, porque representa todo o trabalho, a dedicação e a entrega de cada dia. Queria mais, é claro, mas nem sempre as coisas acontecem da forma que imaginamos. Sei que Deus está no controle de tudo”, escreveu a ciclista, em publicação na rede social Instagram.

Outro pódio de sábado veio com Lauro Chaman, no contrarrelógio da classe C5 (comprometimentos físico-motores mais leves). O paulista ficou com o bronze, superado pelo norte-americano Elouan Gardon, que chegou em primeiro, e o holandês Daniel Gebru, segundo colocado.

Já no domingo (6), a paranaense Jady Malavazzi se sagrou vice-campeã mundial na prova de resistência da classe WH3 (em que os atletas, que são cadeirantes, utilizam handbikes, bicicletas movidas com os braços). O ouro foi da francesa Anais Vincent, enquanto a australiana Lauren Parker completou o pódio, com o bronze.

A primeira medalha brasileira em Huntsville foi conquistada na sexta-feira (4), também na classe WH3, com Jéssica Messali, bronze no contrarrelógio. A paulista ficou apenas atrás de Parker (ouro) e Vincent (prata).

Em 2023, o Ministério do Esporte elevou o investimento em paraciclismo para R$ 8,2 milhões – 45% a mais que no ano anterior –, permitindo a compra de 50 handbikes de alto desempenho e a formação de 25 novos treinadores especializados, conforme levantamento do CPB. Esse aporte tem reduzido em 30% a disparidade de recursos entre modalidades olímpicas e paralímpicas, acelerando a profissionalização do setor.

Desde 2015, o Brasil saltou de duas medalhas em Mundiais de paraciclismo para 12 pódios em 2022, alcançando o 5º lugar no ranking mundial da UCI. Com Paris 2024 a menos de um ano, esse desempenho projeta impactos diretos no debate sobre acessibilidade urbana e fomento a ciclovias adaptadas, promovendo inclusão social em capitais como Curitiba e São Paulo.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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