A coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a remoção de postagens falsas envolvendo o comício realizado neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O PT acusa a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e seus apoiadores de postarem desinformação para vincular imagens antigas de pessoas usando drogas com os militantes que estiveram no comício, além de atribuir ao partido episódios de vandalismo.
Segundo a campanha, os posts foram compartilhados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), os deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony de Assis Gebrial (Podemos-RS), e o influenciador Pablo Marçal. O conteúdo alcançou ao menos um milhão de visualizações apenas no Instagram.
Na petição encaminhada ao TSE, a campanha de Lula pede que as postagens sejam removidas das principais plataformas em 24 horas e que novos posts idênticos sejam proibidos.
Em caso de descumprimento, o partido solicita ainda que as plataformas Meta e X sejam multadas.
O caso será julgado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.
Desde 2024, a Resolução TSE nº 23.610 prevê a indisponibilização, em até 24 horas após ordem judicial, de conteúdo sabidamente inverídico ou gravemente descontextualizado que comprometa a integridade do processo eleitoral. O ponto jurídico central será demonstrar não apenas a falsidade das imagens, mas a conexão entre a publicação, o alcance algorítmico e o potencial de interferência na percepção do eleitorado.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
