A entrada para o concerto é gratuita, mas é preciso retirar ingresso na bilheteria da rampa 4, que vai estar aberta nos três turnos no dia do concerto: das 8h30 às 11h30, das 14h30 às 17h30 e a partir das 19h. Idosos, cadeirantes e demais pessoas com dificuldade de locomoção, que também precisam retirar ingresso, terão acesso à sala de concertos pela entrada localizada na lateral do palco da Praça do Povo do Espaço Cultural.
Os músicos da OSPB vão iniciar a noite executando o “Pequeno Concerto para Violino e Cordas”, do brasileiro Edino Krieger, com a participação do violinista Rodrigo Eloy como solista. Em seguida, será a vez do “Concerto para Viola e Orquestra”, de autoria do compositor húngaro Béla Bartók, com solo do violista Cadu Carvalho. A orquestra vai encerrar o concerto com a “Sinfonia n. 6”, obra do compositor brasileiro Dadá Malheiros.
“A primeira peça do programa, ‘Pequeno Concerto para Violino e Cordas’, é de Edino Krieger, compositor brasileiro nascido em Brusque, Santa Catarina, em 1928 e falecido em 2022”, explicou o maestro Gustavo de Paco. “Ele teve uma trajetória muito importante na música brasileira. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde construiu uma carreira enorme, chegando inclusive à presidência da Academia Brasileira de Música. Como compositor, também foi diretor da Funarte e deixou diversas obras que integram e são muito executadas no repertório erudito brasileiro”.
O maestro explicou que a segunda obra, o “Concerto para Viola e Orquestra”, de Béla Bartók, é de grande importância no repertório para viola. “Essa obra foi concebida sem limitações técnicas, explorando todos os recursos e possibilidades do instrumento. A Orquestra Sinfônica da Paraíba, inclusive, teve a oportunidade de gravá-la em CD durante o Festival de Cordas – Violino, Viola e Violoncelo, realizado em 1989. Naquela ocasião, eu ainda era músico da orquestra, e a gravação foi regida pelo maestro Eleazar de Carvalho”, relembrou.
“Na última parte do concerto, teremos a sinfonia do compositor pernambucano Dadá Malheiros. Será uma estreia mundial. Dadá é meu amigo e colega de muitos anos. Trabalhamos juntos no Recife, quando ele ainda atuava como violista. Depois, ele passou a se dedicar à composição e aos arranjos e começou a escrever suas sinfonias”.
Gustavo de Paco contou que quando Dadá Malheiros disse que estava compondo sinfonias, já havia escrito as de número 1, 2 e 3. “Quando voltamos a conversar, um ano depois, ele me disse: ‘Paco, já cheguei à Sinfonia número 6’. Isso foi no ano passado. E, ao longo deste ano, ele me contou que já havia chegado à oitava sinfonia. É impressionante a velocidade com que ele vem escrevendo essas obras”.
“Eu já havia escolhido a Sinfonia número 6 e decidi manter a escolha. Será uma oportunidade especial de apresentar ao público uma obra inédita de Dadá Malheiros”, celebrou o maestro.
O violinista Rodrigo Eloy disse que poder tocar com a Orquestra Sinfônica da Paraíba é sempre um privilégio. “É uma orquestra da qual eu cresci muito perto, assistindo aos concertos e também participando desde a Orquestra Infantil, com a professora Norma. Depois passei pela Orquestra Jovem e cheguei à orquestra profissional, sempre como bolsista”, destacou.
“Eu já tive a oportunidade, no passado, de tocar algumas vezes como solista à frente da orquestra, e é sempre um prazer poder retornar e me juntar novamente a essa grande formação para fazer um solo. Essa obra é muito significativa para mim porque é uma peça fantástica para violino e orquestra de cordas, escrita por um compositor brasileiro. Existe também essa importância de estarmos apresentando música brasileira. É uma obra muito importante do repertório para violino de Edino Krieger”.
Rodrigo lembrou que estamos nos aproximando do centenário de nascimento de Edino Krieger, que será em 2028. “Então, neste ano de 2026, estamos falando de 98 anos do nascimento desse grande compositor brasileiro. É uma oportunidade muito especial de celebrar a obra dele. Espero que seja um concerto fantástico, poder tocar essa música com a Orquestra Sinfônica da Paraíba, que é uma orquestra maravilhosa, e apresentar ao público uma obra tão importante da música brasileira”, finalizou.
O violista Cadu Carvalho também destacou a alegria de ter a oportunidade de tocar com a Orquestra Sinfônica da Paraíba como solista. “Estou feliz, principalmente, por interpretar um concerto que é um dos mais importantes, senão o mais importante, do repertório para viola: o ‘Concerto para Viola e Orquestra’, de Béla Bartók. É uma peça muito profunda. Bartók começou a escrever o concerto quando estava internado, mas não conseguiu concluí-lo porque faleceu”, explicou.
“O concerto foi encomendado pelo grande violista William Primrose. Como Bartók não conseguiu terminar a obra, a versão que vou interpretar é a de Tibor Serly, que foi seu aluno e ficou responsável por concluir a orquestração. Existem algumas versões diferentes do concerto, com mudanças tanto na orquestração quanto na própria parte da viola. Tibor Serly trabalhou nesse material e construiu a versão que vou tocar. Depois, o filho de Bartók também participou da elaboração de outra versão”.
“É um concerto importantíssimo e muito interessante justamente por existirem essas diferentes versões. É uma obra muito profunda. O primeiro movimento é muito bonito, o segundo é lindo e o terceiro é mais agitado. Como Bartók era um compositor húngaro, a obra também traz muitas referências à música tradicional da Hungria, com seus ritmos e temas característicos. É um concerto muito especial de tocar”, comemorou.
O regente
Gustavo de Paco de Gea é natural de Buenos Aires, formou-se no Conservatório Juan José Castro. Atuou como flautista e docente em orquestras argentinas até 1978, quando passou a lecionar Flauta Transversal na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Fundou o Quinteto Latinoamericano de Sopros da UFPB, com apresentações no Brasil e no exterior.
Desde 1980, é primeiro flautista da Orquestra Sinfônica da Paraíba, destacando-se na promoção da música nordestina. Em 1985, assumiu o mesmo posto na Orquestra Sinfônica do Recife e no respectivo quinteto de sopros. Foi professor convidado do Centro de Criatividade Musical de Recife (1996–1997) e preparador da Orquestra Infantil da Paraíba.
Iniciou-se como maestro em 2001, fundando a Orquestra de Câmara Municipal de João Pessoa, onde atuou até 2010. Em 2012, tornou-se maestro da Orquestra Criança Cidadã e, em 2014, maestro assistente da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa. Rege a Orquestra Sinfônica da UFPB desde 2013 e, em 2022, assumiu a regência da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Em 2025, foi convidado a dirigir a Orquestra Filarmónica de Río Negro, na Argentina.
Os solistas
Rodrigo Eloy – Iniciou seus estudos de violino em 1994, aos 3 anos de idade, com o professor Ademar Rocha. Em 2004, entrou no curso de extensão da Universidade Federal da Paraíba, sob a orientação do professor Dr. Hermes C. Alvarenga. Nessa mesma instituição, em 2012, concluiu o curso de Bacharelado em Música, com habilitação em violino, sob a orientação do mesmo professor. Em 2016, recebeu o título de Mestre em Música e, em 2024, o título de Doutor em Música, também pela Universidade Federal da Paraíba, sob a orientação do professor Dr. Hermes C. Alvarenga.
Durante sua carreira, já participou de diversos festivais nacionais e internacionais. Nesses eventos, teve a oportunidade de ter aulas com professores de renome internacional, tais como Ole Bohn, Charles Stegeman, Leon Spierer, Mirian Fried, Shmuel Ashkenasi, Simon Bernardini, Daniel Guedes, entre outros. Como camerista, já realizou diversos concertos no Brasil e no exterior, sendo constantemente convidado para participar de festivais de música, como a IV Semana Internacional de Música de Câmara do Rio de Janeiro, Música na Estrada e Sunflower Music Festival (EUA), entre outros.
Vem atuando constantemente como solista à frente das principais orquestras da Paraíba. Rodrigo é membro do corpo efetivo da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba, atuando como spalla. Também é membro do Quarteto de Cordas Eli-Eri e do Quinteto Uirapuru.
Cadu Carvalho – Começou seus estudos de viola e teoria da música aos 12 anos, no projeto Ação Social pela Música do Brasil (ASMB), núcleo Alto do Mateus, sob a orientação do professor Samuel Espinoza. Com o mesmo projeto, apresentou-se no Theatro Municipal de São Paulo, a convite do maestro João Carlos Martins, atuando como chefe de naipe das violas.
Concluiu seu bacharelado em Música pela Universidade Federal da Paraíba, sob a orientação do professor Ulisses Silva. Durante sua trajetória, foi selecionado e participou do programa Prelúdio 2025, da TV Cultura de São Paulo, e já atuou como solista com a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa.
Cadu participou de três edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP), do Festival Sesc Pelotas (RS), do Festival Sesc Paraíba, do Festival Gramado in Concert (RS), entre outros, e teve a oportunidade de tocar sob a regência de grandes maestros, como Cláudio Cruz (BRA), Claudia Feres (BRA), Roberto Minczuk (BRA), Stephanie Marie-Degand (FRA), Mikhail Agrest (RUS), Josep Caballé-Domenech (ESP), Luis Otávio Santos (BRA), Lorenzo Tazzieri (ITA), Maximiano Valdes (CHI), Marcelo Leningher (BRA), Júlio Medaglia (BRA), Carlos Douthé (CHI/FRA), Nilson Galvão (BRA), Lanfranco Marceletti (BRA), Gustavo Fontana (ARG), Evandro Matté (BRA) e Martín Fraile Milstein (ARG).
Teve aulas com grandes professores, entre eles, Gabriel Marin (BRA), Kate Hamilton (EUA), Renato Bandel (BRA), Sophia Reuter (ALE), Peter Dudek (EUA), Samuel Espinoza (CHI), Yerko Tabilo (CHI/BRA), Ricardo Pellegrino (BRA), Iberê Carvalho (BRA), Cindy Folly (BRA), Peter Pas (CAN), Horacio Schaefer (BRA) e Cleverson Kremer (BRA).
Atualmente, ocupa o cargo de chefe de naipe das violas da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, é membro do naipe das violas da Orquestra Sinfônica da Paraíba, faz parte da Camerata Parahyba e é violista do Quarteto Aetherea, com o qual exerce intensa atividade de música de câmara.
Serviço
Orquestra Sinfônica da Paraíba
6º Concerto Oficial da Temporada 2026 – Série Eleazar de Carvalho
Regência: Maestro Gustavo de Paco de Gea
Solistas: Rodrigo Eloy (violino) e Cadu Carvalho (viola)
Dia: 20 de agosto (quinta-feira)
Hora: 20h30
Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural
Entrada: Gratuita, com distribuição de ingressos no dia do concerto, das 8h30 às 11h30, 14h30 às 17h30 e a partir das 19h.



