O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5%. O comitê vai analisar indicadores da economia brasileira e global para deliberar sobre uma possível redução nos juros ou a manutenção da taxa elevada.
Na reunião anterior, em abril, o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual, decisão unânime que marcou a segunda redução consecutiva, embora em um ritmo menor. A justificativa para o corte foi a incerteza gerada pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas de inflação elevada por um período prolongado.
A Selic é a principal referência de juros no país, influenciando financiamentos, empréstimos, investimentos e crédito para empresas e consumidores. Na ata divulgada, o comitê não indicou a evolução futura dos juros, mas afirmou estar monitorando os conflitos e seus possíveis impactos na inflação, além das incertezas sobre a política econômica dos Estados Unidos.
O mercado financeiro elevou suas estimativas para a Selic, com previsão de que a taxa chegue a 13,5% ao ano até o final de 2026, segundo o boletim Focus. As expectativas de inflação também aumentaram, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subindo de 5,11% para 5,3% este ano, pressionado pela guerra no Oriente Médio.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu a meta de inflação em 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, variando entre 1,5% e 4,5%.
Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados pode votar o Projeto de Lei 1838/26, que propõe o fim da escala 6X1. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião do colégio de líderes para discutir o projeto, com o objetivo de que o relator, deputado Léo Prates, esclareça pontos do texto.
O projeto, enviado pelo governo em abril, propõe uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. A proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas específicas até sua votação. Prates deve manter os pontos da PEC aprovada em maio, que reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabeleceu a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga.
