Os Estados Unidos ordenaram o desdobramento de forças aéreas e navais no sul do Mar do Caribe com o objetivo de enfrentar supostas ameaças representadas por cartéis de drogas latino-americanos, segundo duas fontes familiarizadas com a decisão que falaram sob condição de anonimato, de acordo com o Portal PANAMPOST em reportagem do jornalista José Gregorio Martínez.

O Departamento de Defesa iniciou a mobilização dessas forças para combater aquelas que classificaram como organizações narcoterroristas especialmente designadas na região. Embora os detalhes precisos da operação ainda não tenham sido divulgados, essa ação faz parte de um esforço do governo do presidente Donald Trump de usar o poder militar para perseguir as organizações narcoterroristas dos cartéis na América Latina, que foram incluídas na lista de grupos terroristas globais.
O envio das tropas está sendo visto por vários analistas e autoridades como um movimento estratégico contra a Venezuela, que mantém relações tensas com os EUA, e também em coordenação com ações relacionadas à Colômbia, que rompeu relações com Israel e condena abertamente o genocídio palestino na Faixa de Gaza. O Comando Sul dos EUA tem realizado exercícios militares próximos à Venezuela, o que aumenta as tensões na área.
Além disso, o governo dos EUA tem reforçado sua presença militar na região, com exercícios conjuntos em países como Panamá, envolvendo forças especiais tanto dos EUA quanto locais, em treinamento considerado parte da preparação para possíveis ameaças.
Fontes críticas apontam que mais do que combater o narcotráfico, a movimentação das forças americanas pode ter um caráter geopolítico, buscando pressionar regimes como o do presidente Nicolás Maduro na Venezuela. O contexto gerado pelo desdobramento militar inclui preocupação com um possível aumento das tensões e confrontos na região.
Essa estratégia vem acompanhada de denúncias e alertas por parte de países e grupos aliados à Venezuela, que veem na movimentação dos EUA uma tentativa de intervenção ou provocação na região caribenha.
O cenário no sul do Caribe permanece tenso, com os Estados Unidos mantendo o foco em conter o avanço das organizações narcotraficantes e ao mesmo tempo exercer influência política e militar na América Latina.