O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (1°) o respeito ao voto dos eleitores e a paz nas eleições do próximo domingo (4).
Em nota à imprensa, Fachin reafirmou compromisso com a democracia e a liberdade de escolha dos eleitores “em ambiente de paz”.
“O voto é a expressão máxima da cidadania e a garantia de que a vontade popular define o futuro do Brasil”, afirmou.
O presidente também defendeu o trabalho da Justiça Eleitoral e disse que a democracia deve ser fortalecida por todos.
“Convocamos os mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores a exercer o direito ao voto com serenidade, consciência e confiança nas instituições”, completou.
Interferência
Mais cedo, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar a suposta atuação do governo dos Estados Unidos para interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o STF.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (30), o governo dos EUA destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para promover campanha contra o Supremo.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que, em setembro, foram detectadas 3.200 tentativas de intrusão cibernética nos sistemas de votação eletrônica – aumento de 45% em relação a 2022 – o que exige não só declarações de respeito ao voto, mas também investimentos emergenciais em segurança digital para blindar o processo.
Em paralelo, uma pesquisa da FGV divulgada em setembro indica que 28% dos eleitores já consideram plausíveis narrativas de interferência externa, cenário capaz de minar a confiança nas instituições e, segundo analistas da XP Investimentos, reduzir em até 1% o fluxo de investimentos estrangeiros diretos em 2027.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
