Fluminense domina, vence e complica Botafogo no Brasileirão Feminino


O Fluminense segue na briga pela classificação às quartas de final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Na noite desta segunda-feira (10), as tricolores venceram o clássico contra o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 15ª rodada da competição.

Com 22 pontos, o Flu ganhou duas posições e assumiu o décimo lugar, ficando a dois pontos do Cruzeiro, oitavo colocado e que ocupa, neste momento, a última vaga da zona de classificação, o G-8. Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase.

As Gloriosas estão em situação cada vez mais delicada. Com cinco pontos e nove derrotas seguidas, as alvinegras seguem na 18ª e última posição do Brasileirão. As duas piores campanhas descem à Série A2 (segunda divisão). O Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento (o chamado Z-2), tem dois pontos a mais.

Com menos de um minuto de bola rolando, o Fluminense abriu o marcador. Aos 58 segundos, a atacante Raquel cobrou lateral pela esquerda, próxima à linha de fundo. A meia Patrícia Sochor recebeu na entrada da área, escapou da marcação da volante Tauane Zóio e chutou cruzado. A bola foi no cantinho da goleira Michelle, que não conseguiu reagir a tempo.

O Botafogo empatou ainda na primeira etapa. Aos 21, a atacante Ellen cruzou da direita e Yasmin Cosmann superou Bruna Cotrim pelo alto e escorou de cabeça para o gol. A bola desviou na também zagueira Nath Rodrigues e saiu do alcance da goleira Kemelli.

As tricolores dominaram as ações ofensivas no restante da partida, acertando o travessão aos 44 do primeiro tempo, com Raquel, e perdendo boas chances, como aos 24 da etapa final, quando uma falta cobrada na intermediária passou por toda a defesa das Gloriosas e sobrou com Keké na pequena área. A atacante, livre, mandou por cima do gol.

A pressão do Fluminense surtiu efeito. Aos 32 minutos, Sochor cruzou pela direita, a bola passou pela volante Xerife, na entrada da área, mas não por Raquel, que fez o domínio e finalizou no canto direito de Michelle, decretando a vitória tricolor.

Mais da rodada

A rodada teve início no último sábado (8), com dois jogos. O Bahia derrotou o Atlético-MG por 3 a 0 na Arena Gregorão, em Contagem (MG). Já na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), Ferroviária e Palmeiras não saíram do zero, em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil.

No domingo (9), foram mais cinco duelos. O líder Corinthians goleou o Santos por 4 a 1, em clássico disputado no Canindé, em São Paulo. Em Salvador, o Vitória até abriu 2 a 0, mas o Internacional buscou o empate por 2 a 2 no Barradão.

O Mixto foi ao Estádio Homero Soldatelli, em Flores da Cunha (RS), e bateu o Juventude por 1 a 0, em confronto direto contra o Z2. Foi o mesmo placar do triunfo do São Paulo, segundo colocado, para cima do Red Bull Bragantino no Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana do Parnaíba (SP).

O triunfo do Fluminense sobre o Botafogo, embora pontualmente importante na briga pelo G‑8, deve ser lido em um contexto mais amplo: a Série A1 do Brasileiro Feminino vem registrando um aumento expressivo de público e de cobertura midiática, com a média de pagantes em 2026 já superando a marca de 1.200 espectadores por jogo, segundo dados consolidados da CBF, o que reforça a viabilidade econômica de investimentos estruturais em categorias femininas por parte de clubes tradicionais.

Além disso, a situação de rebaixamento do Botafogo, com apenas cinco pontos e nove derrotas consecutivas, expõe um problema recorrente em equipes que ainda não consolidaram um projeto de longo prazo no futebol feminino: a falta de continuidade técnica, de planejamento orçamentário específico e de integração com as categorias de base, o que, em termos socioeconômicos, impacta diretamente a profissionalização de atletas e a geração de oportunidades de trabalho sustentável para jogadoras no país.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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