Frio perde intensidade no Sul e seca persiste no centro do país


Após a passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical, o frio começa a perde intensidade nesta segunda-feira (24), na Região Sul do país. O aviso laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar, de até 12%, permanece ativo para uma área que alcança 11 estados: Piauí, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Tocantins, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo  

Na Região Sul, o céu fica com muitas nuvens em toda a região e o frio diminui ainda mais a partir do meio da manhã. As geadas ocorrem apenas nos pontos mais elevados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A temperatura mínima não passa dos 14°C em Porto Alegre e a máxima é esperada em Curitiba, de 18°C.

No Centro-Oeste, a nebulosidade volta a aumentar em Mato Grosso do Sul, oeste e norte de Mato Grosso e no sul de Goiás. Nessas áreas, o céu fica com muitas nuvens. Nas demais áreas, o tempo permanece ensolarado, com poucas nuvens.

A temperatura mínima é de 14°C em Campo Grande. e a máxima será de 35°C em Cuiabá e em Goiânia.

Na Região Norte, são esperadas pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com o retorno das instabilidades ao centro e oeste do Acre e continuidade no oeste e noroeste do Amazonas e em Roraima. Pode haver pancadas de chuva isoladas no nordeste do Acre e no centro do Amazonas.

A temperatura mínima esperada nas capitais é de 20°C e máxima de 38°C em Palmas.

No Nordeste, há previsão de chuvas isoladas entre o litoral da Bahia e o litoral leste do Rio Grande do Norte. O céu fica com muitas nuvens em toda a faixa leste da região.

Os termômetros marcam mínima de 21°C em Aracaju e a máxima chega aos 38°C em Teresina.

No Sudeste do país, a semana começa com aumento da nebulosidade e com chuva isolada entre o litoral norte de São Paulo, Rio de Janeiro, litoral sul do Espírito Santo e na região de divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. No centro e noroeste de Minas Gerais, o céu fica com poucas nuvens.

A temperatura mínima nas capitais é de 14°C em São Paulo e a máxima de 32°C em Belo Horizonte.

A condição de umidade relativa do ar em torno de 12% coloca hoje amplas áreas do Brasil em patamar comparável ao de desertos, muito abaixo do nível considerado adequado pela Organização Mundial da Saúde, que é acima de 60%. Em 2024, mais de mil municípios chegaram a registrar valores inferiores a 12%, e dados recentes do Inmet mostraram que cerca de 90% das estações meteorológicas operaram com umidade abaixo de 60%, cenário que tende a se repetir em 2026 com a expansão dos avisos laranja para diversas regiões. Esse quadro agrava problemas respiratórios, aumenta atendimentos médicos e pressiona sistemas de saúde, especialmente entre crianças e idosos.

Além do impacto direto na saúde, a combinação de baixa umidade, calor intenso e ventos constantes amplia significativamente o risco de queimadas e incêndios florestais, como já observado em ondas de seca recentes no Centro-Oeste, Sudeste e partes do Norte e Nordeste. O avanço do fogo sobre áreas rurais e de vegetação afeta a produtividade agrícola, eleva custos com combate a incêndios e compromete a qualidade do ar em centros urbanos, com reflexos econômicos que vão de perdas na agropecuária à paralisação de

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

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