Guia do governo federal orienta mulheres que viajam sozinhas

Viajar sozinho pode ser uma experiência de liberdade e autoconhecimento, mas o receio de circular por lugares desconhecidos ainda limita esse tipo de deslocamento, especialmente entre as mulheres. Diante dessa realidade, o governo federal disponibilizou um guia com orientações práticas para mulheres que viajam sozinhas.

Intitulado Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, a publicação está disponível no site do Ministério do Turismo e foi preparada com o objetivo de ampliar a segurança, a autonomia e o acesso à informação para o público feminino interessado em explorar as belezas turísticas do Brasil.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o guia é uma das ações desenvolvidas no âmbito do Pacto Nacional contra o Feminicídio, lançado no início do ano pelo governo federal. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Feliciano afirmou que pesquisas encomendadas pelo ministério mostraram que 60% das mulheres brasileiras já deixaram de viajar por preocupações relacionadas à segurança.

O ministro destacou que, apesar de 60% das mulheres terem deixado de viajar sozinhas por motivos de segurança, 70% relataram que a experiência de viajar sozinha traz plenitude turística, pois não precisam seguir roteiros de acompanhantes. O guia orienta mulheres a viajarem sozinhas e também prepara empreendedores do turismo para melhor atendê-las, como por exemplo, sugerindo que hotéis alojem mulheres em quartos próximos ao elevador.

O Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas reúne dados, análises e orientações práticas para promover um turismo mais seguro, responsável e inclusivo. O material apresenta resultados de uma pesquisa nacional realizada entre agosto e setembro de 2025 com 2.712 mulheres de todas as regiões do país. De acordo com o levantamento, 41,8% das brasileiras já fizeram viagens solo e 31,4% fazem esse tipo de deslocamento com frequência.

O conteúdo destaca que o lazer é o principal motivo das viagens solo, seguido pela busca por autonomia, liberdade e autoconhecimento. Questões como trabalho, visitas a familiares e interesses específicos — como ecoturismo, bem-estar e gastronomia — também são relevantes. O guia oferece recomendações aplicáveis ao longo de todas as etapas da viagem, baseadas em experiências reais das entrevistadas.

Um dos eixos centrais do guia é o entendimento de que a segurança das mulheres não deve recair apenas sobre quem viaja. O material traz diretrizes para que hotéis, bares, restaurantes, transportes e demais prestadores de serviços estejam preparados para acolher mulheres com respeito, atenção e protocolos adequados.

Fonte: Agência Brasil

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