O julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na execução do empresário Vinícius Gritzbach, em novembro de 2024, foi remarcado para ocorrer entre 22 e 27 de fevereiro de 2027.
O processo começou no dia 22 de fevereiro, mas foi anulado após a defesa dos réus abandonar o plenário. A decisão de anulação foi motivada por um desentendimento entre a defesa e o promotor público, o que levou à dissolução do conselho de sentença. No primeiro dia de julgamento, sete das nove testemunhas de acusação já haviam sido ouvidas. O julgamento estava previsto para durar cinco dias e ouvir 21 testemunhas.
Os réus, tenente Fernando Genauro da Silva, cabo Denis Antônio Martins e soldado Ruan Silva Rodrigues, estão presos e são acusados de participar da execução de Gritzbach no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro. Gritzbach era investigado por homicídio e por integrar o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo responsável pela legalização de dinheiro da organização criminosa.
O empresário havia assinado um acordo de delação com o Ministério Público, comprometendo-se a incriminar membros da organização criminosa e policiais corruptos. Além do envolvimento na morte de Gritzbach, os policiais são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que estava no local durante os disparos, e pelo ferimento de duas pessoas atingidas por estilhaços.
