Lei cria Junho Vermelho para incentivar doação de sangue


O mês de junho passará a integrar o calendário de ações de incentivo à doação de sangue. De acordo com a Lei 15.491/2026, o poder público produzirá materiais educativos e campanhas com foco no aumento dos estoques nos hemocentros do país. Outra medida prevista é a iluminação de prédios públicos na cor vermelha.

A lei estabelece ainda que a implementação das ações deverá respeitar a disponibilidade orçamentária e ocorrer de forma articulada entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

As atividades também deverão estar alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.

Segundo o texto, a campanha busca fortalecer as iniciativas de conscientização sobre a necessidade de doações regulares de sangue. 

Tais medidas são consideradas essenciais para o atendimento de pacientes em tratamentos médicos, cirurgias, emergências e outras situações que demandem transfusões.

O debate sobre o Junho Vermelho ganha relevo num cenário em que o país ainda depende de adesão regular para sustentar a rede transfusional: em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de bolsas coletadas, alta de 1,9% ante 2023, mas a proporção de doadores permaneceu em 1,6% da população, abaixo da faixa de referência internacional usada como parâmetro de segurança.

Esse descompasso ajuda a explicar por que campanhas de mobilização continuam essenciais para além da sazonalidade: o Ministério da Saúde informou que as transfusões também cresceram 2,9% no período, alcançando 3,178 milhões, o que pressiona estoques e exige resposta contínua dos hemocentros. Em termos práticos, a expansão da demanda hospitalar e a baixa fidelização de doadores tornam a comunicação pública um instrumento de gestão da saúde, não apenas de conscientização.

Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais