Manifestantes denunciaram restrições a conteúdos e contas; empresa nega favorecimento político, enquanto o TSE cobra informações sobre o tratamento dado às campanhas.
Centenas de pessoas protestaram em 19 de outubro diante da sede da Meta, na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Organizações de direitos digitais e movimentos sociais cobraram explicações sobre relatos de contas suspensas, publicações removidas e redução de alcance durante a campanha eleitoral. Entre as reivindicações estão mais transparência nas decisões de moderação e canais de recurso para usuários e campanhas.
As reclamações ganharam força após a Folha de S.Paulo publicar mensagens internas da empresa nas quais funcionários discutiam restrições que teriam prejudicado contas de Lula no Instagram. Segundo o jornal, a campanha do presidente ficou quase 24 horas sem conseguir impulsionar publicações do feed. A Meta atribuiu episódios relatados a falhas técnicas e negou que seus sistemas favoreçam candidatos ou posições políticas.
O protesto ocorreu em meio a questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral. Após receber reclamações da campanha de Lula, o TSE cobrou da Meta informações sobre as medidas adotadas para assegurar tratamento igualitário às candidaturas. Em 20 de outubro, representantes da empresa e das duas campanhas participaram de uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze. A Meta negou interferência eleitoral e atribuiu os problemas apontados a questões técnicas, segundo o próprio tribunal.