OPINIÃO | Trio mortal: Romero Rodrigues e Bruno Cunha Lima sapateiam cadáveres ao lado de Bolsonaro

Trio mortal: Bruno, Bolsonaro e Romero

A bajulação chega a dar ânsia de vômito.

Na visita de Bolsonaro à Campina Grande, na última sexta (19), Romero Rodrigues e Bruno Cunha Lima tiveram seu dia de “coveiro” em cima dos cadáveres de 245 mil brasileiros mortos pela COVID-19.

Estou exagerando?

O alinhamento de Romero com Bolsonaro vem desde os primeiros protocolos COVID, enquanto era prefeito. Campina Grande, na gestão Romero, ignorou os apelos da Secretaria de Estado da Saúde e empregou a famigerada hidroxicloroquina no tratamento de vítimas da COVID:

Romero Rodrigues, enquanto Prefeito de Campina Grande.

O tratamento “precoce”, além de não ter nenhum resultado clínico positivo, vitimou e colocou a vida de milhares de pessoas em risco, por efeitos colaterais do medicamento.

Também foi de Romero Rodrigues, a batalha judicial travada até o Supremo Tribunal Federal, para tentar manter bares e restaurantes abertos durante as festividades de final de ano, contrariando decreto estadual, quando médicos já alertavam para os riscos de uma segunda onda provocada pelas aglomerações.

A pandemia tem nome e sobrenome no Brasil. Bolsonaro teve seus asseclas, que ajudaram o país a chegar nesta situação lastimável.

No momento em que Bruno e Romero estendem o tapete vermelho ao negacionista que se recusa a tomar vacina e usar máscaras, a Paraíba registra mais de 1000 novos casos por dia, rompendo os 20 óbitos diários e tem mais de 60% dos seus municípios com bandeira laranja.

A necropolítica de Bolsonaro já tem seus representantes no Estado

Como já escrevi, a oligarquia Cunha Lima e suas famílias assessórias, serão o palanque eleitoral de Jair Bolsonaro na Paraíba.

O objetivo é apenas um: voltar a ocupar o Palácio da Redenção.

Pouca importa se a necropolítica do presidente ajudou a ampliar os mortos pela pandemia e seu negacionismo, incitou invasão de hospitais, distribuiu cloroquina, desestimulou a vacinação, o uso de máscara e o distanciamento social.

A verdade, é que a vida de 3500 paraibanos vitimados pela doença, dentre os mais de 245 mil brasileiros mortos não tem valor nenhum pra essa gente.

Estão apostando a vida alheia para ganhar uma eleição.

Por J. Laurentino

Esse texto foi recebido por colaboração independente e não reflete, necessariamente, a opinião do Portal NegoPB.

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