O ex-técnico da seleção brasileira de futebol Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, apresentou melhora no quadro de saúde e pode deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Samaritano Barra até este final de semana.
De acordo com o boletim médico, divulgado nesta quarta-feira (22), ele teve uma “melhora global”.
“Parreira está lúcido, traqueostomizado e com a função renal estabilizada, sem necessidade de diálise. A previsão é que ele seja transferido para a unidade semi-intensiva”, informa o boletim.
Internação
O campeão mundial na Copa de 1994 foi internado no dia 16 de junho com diagnóstico de inflamação pulmonar. Parreira foi submetido a um procedimento para cauterização de um sangramento nasal.
Ele apresentou quadro infeccioso pulmonar, que afetou a função renal. Por causa da complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com o auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise.
Em 2023, Parreira foi diagnosticado com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.
Um ponto relevante é que, embora o linfoma de Hodgkin tenha, em geral, alta chance de controle com tratamento adequado, a idade avançada muda de forma importante o prognóstico clínico: diretrizes e revisões especializadas apontam que, acima de 50 anos, há maior risco no escore prognóstico e pior evolução em comparação com pacientes mais jovens, o que ajuda a dimensionar a complexidade do caso em um paciente de 83 anos.
Outro aspecto pouco lembrado é que a avaliação inicial e o monitoramento desse tipo de câncer dependem de biópsia excisional e PET-CT, além de exames de função renal e inflamação, justamente porque a doença pode exigir tratamentos sistêmicos intensos e de longa duração.Em quadros como o de Parreira, a instabilidade renal e respiratória não costuma refletir apenas o câncer de base, mas também o impacto de infecções pulmonares e da própria fragilidade clínica associada à internação prolongada em UTI.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
