Prevista para o dia 1º de agosto, a convenção nacional do partido Missão foi antecipada para esta segunda-feira (20), quando foi oficializada a candidatura de Renan Santos à Presidência da República.
A legenda foi registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro de 2025, na primeira eleição do partido, que tem sua origem no Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou visibilidade durante a campanha pelo impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT), a partir de 2015.
Apesar de ter antecipado a convenção nacional, o partido informou que fará um evento no dia 1º de agosto para divulgar o programa de governo para presidência da República.
Também nesta segunda-feira (20), o Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial deste ano, durante convenção nacional do partido, em Brasília.
A Agência Brasil vai acompanhar os resultados das convenções nacionais partidárias. As próximas convenções com datas marcadas são:
- Partido Liberal (PL) – 25 de julho
- Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho
- Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho
- Partido Novo (Novo) – 27 de julho
- Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
- Partido Verde (PV) – 31 de julho
- Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
- Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
- Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto
A antecipação da convenção do Missão insere a sigla como um novo ator na disputa pela direita não bolsonarista, segmento que passou a ser tratado como nicho estratégico desde a aprovação do partido pelo TSE em 2025 e sua entrada como 30ª legenda no sistema partidário nacional. Mais relevante, pesquisas recentes indicam que Renan Santos alcança até cerca de 4% a 4,6% das intenções de voto em cenários gerais e ultrapassa 20% entre eleitores de 16 a 24 anos, demonstrando capacidade de capturar o voto jovem urbano e digitalizado, tradicionalmente mais volátil e menos fidelizado às siglas tradicionais.
Esse movimento ocorre em um contexto de fragmentação da direita desde 2018 e de desgaste das lideranças bolsonaristas clássicas, abrindo espaço para discursos de “direita tecno-otimista” e reformista, que dialogam com agendas de inovação, empreendedorismo e crítica à velha política. Caso confirme a tendência de crescimento nas faixas etárias mais jovens e escolarizadas, o Missão pode funcionar como laboratório de reconfiguração da direita pós-Bolsonaro, pressionando legendas como PL, PSD e Novo a revisarem suas estratégias digitais e seus programas voltados à economia de plataformas, trabalho remoto e economia criativa.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
