A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,92% para 5,04% este ano, conforme divulgado no Boletim Focus desta segunda-feira (25). O relatório, publicado semanalmente pelo Banco Central, reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
O aumento na projeção do IPCA ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços dos combustíveis e, consequentemente, a inflação. Esta é a décima primeira semana consecutiva em que a previsão para o índice é elevada, ultrapassando o intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central.
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, situando o limite superior em 4,5%. Em abril, o preço dos alimentos foi um dos principais fatores a pressionar a inflação, que fechou em 0,67%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para os próximos anos, a projeção da inflação também sofreu ajustes, passando para 4,01% em 2027, 3,65% em 2028 e 3,5% em 2029. Em relação à taxa Selic, o Banco Central a reduziu para 14,5% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária, apesar das tensões internacionais.
O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 16 e 17 de junho. Até o final de 2026, a expectativa é que a Selic permaneça em 13,25% ao ano, com previsões de redução para 11,25% em 2027 e 10% em 2028 e 2029.
No que diz respeito ao crescimento econômico, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a expectativa é de um crescimento de 1,7%, enquanto para 2028 e 2029, a projeção é de uma expansão de 2% ao ano. A estimativa para a cotação do dólar no final deste ano é de R$ 5,17, subindo para R$ 5,26 até o final de 2027.
