A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou nesta segunda-feira (20) que 43 municípios relataram danos devido às tempestades, granizo e ventanias que atingem o estado desde a semana passada.
Os maiores danos são de quedas de árvore, destelhamento de casas e cortes de energia. No total, há 19 desalojados em seis municípios.
Santa Vitória do Palmar teve rajadas de vento de 97,9 km/h, Santa Maria e São José dos Ausentes, de 90 km/h.
Os maiores acumulados de chuva em dois dias ocorreram em Quaraí (159,8 milímetros), Santa Vitória do Palmar (133,5 mm) e Rosário do Sul (125,8 mm).
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que, a partir de hoje, a área de aviso laranja de perigo para tempestades passa a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da região metropolitana de Porto Alegre.
Nas demais áreas do Rio Grande do Sul e no litoral sul de Santa Catarina, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
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Os temporais atuais se somam a uma sequência de eventos extremos que vêm redesenhando o mapa de risco climático do Rio Grande do Sul desde 2024, quando mais de 95% dos municípios foram atingidos por enchentes e quase um milhão de pessoas ficaram diretamente afetadas. Estudos recentes do governo estadual indicam que, em apenas quatro anos (2017–2021), 4,44 milhões de moradores em 482 cidades sofreram impactos de desastres naturais, como chuvas intensas, alagamentos e vendavais, evidenciando que episódios como o de agora deixaram de ser exceção para se tornar parte de uma nova normalidade climática.
Do ponto de vista socioeconômico, a recorrência dessas tempestades aprofunda vulnerabilidades já expostas pelas cheias de 2024, que geraram danos estimados em R$ 88,9 bilhões, dos quais 69% recaíram sobre o setor produtivo, sobretudo indústria e agropecuária. Levantamento do IBGE mostra que 56,4% dos trabalhadores das áreas atingidas pelas enchentes interromperam suas atividades durante o desastre, um indicador que ajuda a dimensionar o potencial de novos episódios de instabilidade sobre emprego, renda e arrecadação municipal. Em regiões hoje novamente sob alerta laranja e amarelo, a combinação entre infraestrutura fragilizada, perdas produtivas acumuladas e sucessivas interrupções econômicas amplia o risco de um ciclo de empobrecimento e desaceleração regional.
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
