A tenista Laura Pigossi é campeã de simples do W100 de Gran Canaria, na Espanha, torneio que faz parte do circuito da Federação Internacional de Tênis (ITF). A conquista do torneio, disputado em quadras de saibro, foi confirmada na tarde deste domingo (2) para a número 2 do Brasil e 239ª do mundo.
A brasileira bateu na decisão a turca Berfu Cengiz (353ª do ranking) de virada por 6/7 (2-7), 6/1 e 6/3. Foram duas horas e 28 minutos de partida. Pigossi chegou a ficar atrás por 1/3 na parcial decisiva e fez cinco games seguidos para se tornar campeã.
A medalhista de bronze nas duplas femininas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Luisa Stefani, ganha o 13º título profissional de simples na carreira e o primeiro na temporada. O torneio de maior pontuação que ela havia vencido foi o WTA 125 de Buenos Aires em 2023. Depois disso, foi campeã do W50 em Pretória, na África do Sul, do W75 em São Paulo, em 2024, e do W35 também na capital paulista.
Desse torneio vencido neste domingo, além dos 13.715 euros, ela levará 100 pontos e deverá alcançar o 195º lugar no ranking mundial. A melhor marca de sua carreira é a 100ª posição do ranking em agosto de 2022.
Durante a competição na Espanha, a brasileira eliminou a ex-top 40, Polona Hercog, na estreia. Chegou às quartas com a desistência da alemã Caroline Werner, no segundo set das oitavas. Na sequência, passou por duas cabeças de chave: a espanhola Andrea Lazaro e a jovem tcheca Dominika Salkova, 121ª do mundo, na semifinal.
A vitória de Pigossi em um W100 tem peso estratégico para o tênis feminino brasileiro porque a aproxima de zonas de ranking que garantem acesso direto a qualis de Grand Slam e ampliam a possibilidade de obter bolsas e apoio institucional de entidades como o COB e a ITF, fundamentais em um circuito em que o custo anual de competição internacional costuma superar facilmente seis dígitos em euros. Ao se reaproximar do top 200, ela se insere em um grupo ainda restrito de brasileiras com perspectivas concretas de voltar ao top 100, faixa em que o país teve presença esporádica desde a era de Teliana Pereira, evidenciando uma recuperação gradual da competitividade nacional no saibro.
Há também um impacto simbólico relevante: Laura é uma das raríssimas tenistas brasileiras com medalha olímpica, em um esporte em que o país só havia flertado com o pódio em campanhas como a de Fernando Meligeni em Atlanta-1996. Esse novo título em simples reforça a narrativa de uma carreira construída fora dos grandes centros de formação e ajuda a atrair atenção de patrocinadores para uma modalidade em que a maior parte das jogadoras depende de
Este conteúdo baseia-se na reportagem original da Agência Brasil e inclui informações e perspectivas adicionais. Link para reportagem original.
