O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) que o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, que sugere seu indiciamento e de outros membros da Corte, tem como objetivo principal ‘obter votos’.
Durante a abertura da sessão da Segunda Turma, Toffoli classificou o relatório como uma ‘excrescência’ e alertou que o indiciamento de ministros pode configurar abuso de poder. Ele destacou que o documento é infundado, sem base jurídica ou factual, e que sua intenção é claramente eleitoral.
Toffoli também defendeu a atuação da Justiça Eleitoral em cassar aqueles que abusam do poder para conquistar votos. Segundo ele, relatórios como esse são tentativas de obter votos de forma corrupta e antidemocrática, e as pessoas envolvidas não deveriam ter a possibilidade de se candidatar.
Nesta terça-feira (14), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o relatório final da comissão. Além de Toffoli, o documento propõe o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposta ligação com o Caso Master.
Em fevereiro, Toffoli se declarou suspeito para relatar o inquérito sobre fraudes no Master, após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre menções ao seu nome em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero.
O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, no Paraná, que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela Polícia Federal.
